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Matéria especial "Champions League" - de 17/09/2009

A Champions League e seu balcão de apostas

Começou nesta terça-feira (15) o campeonato mais glamouroso do futebol mundial. São melhores times do mundo disputando o melhor torneio do mundo. Todos conhecemos a tabela, o formato, o sorteio é feito com todas as vagas preenchidas e não há “poréns” em sua organização. Questionável somente o sorteio ter colocado Inter de Milão e Barcelona no mesmo grupo com Dínamo de Kiev e Rubin Kazan. Ou mesmo Milan, Real Madrid e Olympique de Marselha para disputar 2 vagas apenas. E ao mesmo tempo um grupo com Sevilla, Rangers, Stuttgart e Unirea da Romênia. Lá na Europa as coisas acontecem sem muita explicação para nós e até parece um pouco errado. Mas é culpa do nosso “jeitinho brasileiro” que nos impede de aceitar o que é justo. Sorteio pode não ser a melhor escolha, mas é a mais justa. E justiça é sempre bom para quem organiza não ser contestado. Lá eles tratam o futebol com mais seriedade e conseguem um retorno muito maior. E aqui nossos times capengam e vivem no vermelho sem estrutura alguma. Os times que participam da Copa dos Campeões da Europa, investem e ganham muito dinheiro, pois disputam uma copa que significa nada mais nada menos do que o torneio mais importante do mundo disputado entre clubes. Tão importante que é muito mais valorizado do que o famoso Mundial Interclubes da Fifa que era disputado no Japão já há mais de 30 anos e que agora foi “deslocado” para Dubai. Por quê? Lá eles pagam mais e melhor. As disputas entre os melhores do mundo começaram anteontem, na Copa dos Campeões. O Milan que venceu o Olympique de Marselha fora de casa pelo grupo C. Grupo do galático Real Madrid, com 2 tentos de Pippo Inzaghi (68 gols na história da Copa) sem futebol de Ronaldinho, já o Real Madrid venceu o Zurich fora por 5 a 2 com dois gols de Cristiano Ronaldo e cinco frangos do goleirão. ; a Juventus, pelo grupo A, empatou com o Bordeaux em casa por 1 a 1, já o Bayern, venceu por esmagadores e incontestáveis 3 tentos a 0 o Macabi Haifa de Israel com dois gols do jovem Müller. Chelsea e Manchester Utd venceram por 1 a 0. O primeiro em casa pelo grupo D e o segundo fora pelo grupo B do Wolfsburg de Grafitte, que marcou 3 na vitória do por 3 a 1 sobre o CSKA, ex-time de Zico que. Por sua vez, assumirá o Olimpiakus, que venceu ontem o AZ Alkmaar da Holanda por 1 a 0 com O Galinho assistindo “in loco”. Pelo mesmo grupo H, o Arsenal virou pra cima do Standard Liége na Bélgica mesmo com muitos desfalques. Os Gunners perdiam por 2 a 0 e viraram para 3 a 2 com um gol salvador de Eduardo da Silva. No gupo G, Luís Fabiano brilhou ao lado de Renato e o Sevilla venceu o Unirea da Romênia por 2 a 0. Rangers e Stuttgart ficaram no 1 a 1. Já no jogo mais esperado da primeira rodada, Inter e Barcelona não jogaram nada e não fizeram nada pelo placar nem pelos espectadores amantes de futebol. 0 a 0 com cara de 0 a 0. Pelo outro jogo, o Dínamo de Kiev virou pra cima do Rubin Kazan com um gol de Gérson Magrão e o time de Schevchenko é líder do grupo F. Bom, fica a esperança por jogos mais emocionantes nas próximas rodadas, pois nessa fase de grupos, os grandes confiam demais na classificação e não apresentam o melhor futebol que temos certeza que veremos nas próximas fases do torneio.



 Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h31 [] [envie esta mensagem] []






Coluna De Letra! - A Folha 13/09/2009

Uma Copa do Mundo sem os melhores do Mundo

Já imaginou se a Copa de 70 não contasse com seleções como a Inglaterra e a Alemanha? Grandes esquadrões, com jogadores consagrados e mais importantes do momento? Não dá pra falar que pode acontecer na Copa de 2010, até pela falta de grandes esquadrões. Os poucos que temos já estão classificados: Brasil, Inglaterra e Espanha. Porém, os 3 melhores jogadores da última temporada europeia e os 3 mais candidatos ao prêmio da FIFA no final desse ano, estão perto de não participar da maior e mais importante festa do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Messi e Ibrahimovic. A situação do gajo é mais delicada até. Portugal não depende mais de si somente. Precisa vencer todas, contar com tropeços de Suécia e Dinamarca para se qualificar à repescagem europeia. E para isso, tem de vencer pela segunda vez a rival direta Hungria. Liedson chegou tarde na seleção lusitana, poderia ter ajudado mais se chegasse antes. Mas o time de Portugal é um time muito fraco. Tem 2 laterais limitados, um técnico que escala o zagueiro titular do Real Madrid como volante (sem fazer o terceiro zagueiro), um meio de campo embriagado e bons atacantes individualistas. Assim não dá pra chamar de “esquadrão”, não é? Nem o melhor do mundo consegue jogar assim. Já a Suécia, rival de Portugal nas eliminatórias tem uma situação um pouco mais favorável. Mais próxima da segunda vaga conta com as vitórias de Portugal sobre a Hungria para ultrapassar a finada seleção que já teve Puskas, Kocsis, Hidegkuti e Toth, mas hoje tem como astro o meia Gera, reserva do Fulham. Assim, as possibilidades de Ibrahimovic ir à África do Sul jogar uma bola e fazer um turismo já é algo mais palpável. Mas, com um vice-campeonato jogando em casa em 58, a Suécia não representa uma perda tão significativa para o charme da Copa do ano que vem. Tem bons jogadores, um bom goleiro, bons zagueiros, um meio campo rápido e de bom toque de bola e conta com o melhor 9 do mundo: Ibracadabra! Mas que não faz verão. Os suecos tem um grupo fechado já desde a Alemanha, o que dá mais cara de time à seleção sueca, mas mesmo assim, pode não ir. Já os nossos vizinhos, hermanos e principais rivais da Argentina podem não levar seus bibelôs Messi, Aguero e Tevez. Isso porque colocaram de forma, certamente, impensada o ex-astro e ex-usuário de drogas Maradona para comandar um time. Dom Diego nunca foi de treinar, nunca aceitou críticas dentro de campo, nunca obedeceu determinações táticas de seus técnicos e sempre foi gênio com a bola nos pés. Ruim da cabeça e gênio nos pés, El Diez, jamais seria um bom técnico para a Argentina. Talvez para dar uma nova vida longe das drogas, a AFA fez essa caridade com seu maior ídolo, por acreditarem, provavelmente que a Argentina tem um time suficientemente bom para chegar à África mesmo sem técnico. Mancuso arma o time, Maradona desarma. Convoca Sebá e Schiavi e esquece Samuel, Díaz, Garay, Demichelis. Deixa Crespo de fora, Milito no banco, ignora Cambiasso e Palácio. É triste ver a Argentina assim, seria um timaço se tivesse um técnico, mas só tem ídolos. Ídolos só montam um time se formarem um time. Quem poderia arrumar a casa seria Riquelme, mas Maradona não o quer mais. Então tudo bem. Fazer o quê...



 Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h29 [] [envie esta mensagem] []






Coluna De Letra! - A Folha 05/09/2009

O futebol e seus nomes

Para os que acham engraçados os nomes de antigamente como Mengálvio, César Maluco, Amarildo, Zózimo, Oreco, Dadá Maravilha e Zenon, Tupãzinho, Garrincha e Biro biro, há somente uma explicação para isso: Cultura. Nosso tempo é outro. Nós nos acostumamos com outros apelidos e nomes mais sérios. O futebol sempre foi um grande veículo de criação de apelidos, gerando apelidos para seu próprio mundo e para a sociedade como um todo. Quantos Edsons nasceram nas décadas de 60 e 70? Para a geração de 80 aqui no Brasil, há inclusive um exemplo claro na Itália de que Maradona fez mais do que história, nomeou muitos garotos em 80. Diego é um exemplo de muitos outros que nasceram no auge do nosso mais ilustre hermano. O futebol de Maradona batizou inúmeros Diegos no Brasil e no mundo. Faça o exercício, confira nos plantéis dos times brasileiros. Há quase sempre um Diego, nascido entre 1984 e 1990. Diego Souza, Diego Tardelli, Diego Lugano, Dhiego Coelho, Diego Ribas (o da Juventus) entre muitos outros. Culpa do Dom Diego. Outro que nomeou muitos garotos na década de 80 foi o nosso genial Artur Coimbra, vulgo Zico. Mas Zico não há nenhum em nosso futebol atual. Nosso tempo é dominado por nomes iniciados com W: Washington, Wellington, Willian, Willians, Williamis, Weldon, etc. O que gerou esses nomes não se sabe. Mas é um fato. Há muito mais Willians do que Zés ou Joões. Zózimo pode ser um nome estranho. Zenon é bastante incomum. César foi o último que agregou um apelido como Maluco em seu nome. Mas imagine daqui a 20 anos, as pessoas estranhando os nossos inúmeros Willians e Washingtons. Será? Investigar esse futuro seria em vão. Mais ainda seria tentar prever o se serão inspiração para nomes de jogadores do futuro. Isso será respondido (ou não) pelos boleiros de amanhã. Assim como os apelidos de antes foram substituídos por nomes duplos, os nossos jogadores de hoje podem inspirar muitos Willians e Washingtons no futuro. Porém, mesmo os de nomes mais conservadores ou estranhos, não trocam seus nomes por apelidos. Usam nome e sobrenome, como os Diegos, os Brunos, e os Wellingtons. Dentinho tentou ser Bruno Bonfim, mas acabou ficando com o Dentinho e hoje faz dupla com o Dentão. “É marketing!”, diz ele sempre. O sobrenome pode diferenciar, mas nada diferencia mais do que um Zózimo, um Garrincha. Alguém sabe de bate pronto o nome do Garrincha? E isso não é marketing também? Pois é. E deixa o futebol muito mais divertido. Poucos são os que ainda tentam usar apelidos. Léo Gago, Rodrigo Mancha, Eli Sabiá são poucos exemplos de nomes que contrastam com os Madsons, Willians, Dagobertos e Wellingtons. Há os que usam também seu adjetivo pátrio estadual como sobrenome. Wellington Paulista, Juninho Pernambucano e os que colocam somente o nome do estado, como Pará do Santos, Marcelinho e Carlinhos Paraíba do Coxa. O futebol é um formador de nomes e apelidos. Um pouco mais de criatividade não faz mal a ninguém. Apelidos dão a graça ao futebol. Por que Paulo Henrique tem que ser Lima e não Ganso, como ele mesmo disse preferir? Vamos nos apelidar mais. Seriedade tem de ser dentro de campo. Fora dele, a graça é a piada e a discussão.



 Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h25 [] [envie esta mensagem] []






Ideologia capitalista, discursos do e sobre o futebol e Dunga

Leiam, vale a pena:

http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao09/signos_do_esporte.php



 Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 11h26 [] [envie esta mensagem] []






Brasileirão

Corinthians vence o Santos de virada no Pacaembu

Com gol no finzinho do jogo, Chicão garante a festa corintiana

 

Um dia depois de completar 99 anos de existência, o Corinthians deu um belo presente à sua torcida na noite de ontem. A vitória por 2 a 1 contra o Santos foi do jeito que a fiel gosta: com sofrimento e virada no fim da partida.

O jogo começou bastante truncado com poucas oportunidades para ambas as equipes. Os únicos lances de perigo vinham de chutes de fora da área. No segundo tempo os times voltaram mais ligados e o jogo começou a ter a emoção que se espera dos grandes clássicos.

Logo aos seis minutos, após boa cobrança de falta de George Lucas, a bola desviou em Eli Sabiá, no peito de Chicão e o Santos abriu o placar no Pacaembu. Aos 34 minutos, o atacante Bill – que havia entrado no lugar de Souza – aproveitou um rebote do ataque e marcou seu primeiro gol com a camisa do Corinthians, empatando o jogo para o Timão. O gol inflamou o time corintiano que partiu para cima em busca da virada. E ela veio aos 43 minutos com um gol de cabeça de Chicão, que fez a torcida explodir nas arquibancadas, festejando a virada e o aniversário do time.

Com a vitória, o Corinthians chegou a 36 pontos e subiu para a quinta colocação no campeonato. O Santos ficou em décimo, com 32 pontos. Os outros jogos da 23ª rodada acontecem neste final de semana. O Peixe volta a jogar no dia 13, contra o Santo André na Vila Belmiro. Já o Corinthians só entra em campo no dia 16, contra o Coritiba no Paraná.

 

Outros Resultados do ontem

 

Internacional 3 x 0 Atlético-MG (jogo atrasado do BR-09)

Atlético-PR 0 x 0 Botafogo (Copa Sul-americana)

 

Publicado no jornal A FOLHA



 Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 09h41 [] [envie esta mensagem] []






Texto da coluna De Letra! - Caderno de esportes A Folha - 30-08-2009

Bonita camisa, Fernandinho.
Depois de uma ótima semana com bons jogos, resultados importantes, grandes estreias e notícias de grandes contratações, parece um pouco irrelevante falar sobre uniformes. Afinal de contas, há também o “drama” do ex-jogador do Barueri que não encontra um clube. O Corinthians, por exemplo, já descartou a sua contratação por conta disso. Para onde vai Fernandinho, a revelação do BR-09? Isso ocupa os jornais e a imprensa esportiva. Inclusive travando um duelo com o novo uniforme do Corinthians pela atenção da imprensa durante o jogo de quarta-feira. No meio disso, há uma discussão interessante. Estreia de uniforme é só um aperitivo a mais para os jogos, ou o futebol não pode viver com o Subrenatural de Almeida? O Palmeiras estreou uma bonita camisa azul celeste em substituição à cor de marca-texto, o Corinthians apresentou a substituta à camisa roxa do ano passado. No início do ano, o Internacional apresentou uma camisa dourada para comemorar o seu centenário. O São Paulo lançou uma camisa nova e nunca estreou seu uniforme 3. O Santos contratou uma banda cover dos Beatles e estreou seu novo uniforme 3 preto e cinza em um heliporto. Afinal, pra quê serve o uniforme 3? O uniforme dois já deveria ser o contraste do uniforme 1. Exatamente. É nessa lacuna em que entram as grandes jogadas de marketing. Para isso, há uma espécie de licença poética para o uso de cores diferentes às dos escudos por parte dos clubes para venderem mais camisas. O Palmeiras criou o uniforme azul para homenagear a colônia italiana e sua esquadra azzurra. O Corinthians quis homenagear sua torcida de fanáticos torcedores-roxos. O São Paulo quis homenagear a torcida que escolheu Jason da série Sexta-feira 13 como “mascote” para a reação do time no BR-09. O Santos quis um contraste maior para seu uniforme 1, mas, para não desprezar a tradição da camisa listrada em preto e branco, criou uma terceira. A cada instante, acompanhando o futebol nacional e sua evolução, percebemos uma maturidade administrativa de alguns clubes do nosso país. A preocupação com um terceiro uniforme, com homenagens a seus torcedores, instaurando a numeração fixa para os jogadores e até mesmo com estratégias de marketing, como lançar camisas comemorativas e linhas de uniforme para crianças, mulheres e até animais, além dos outros produtos como lingerie e etc. O futebol continua sendo machista, mas sua estratégia de marketing busca alcançar outros nichos da sociedade. Os clubes não precisam rodar no positivo, mas precisam pagar seus funcionários. Se nossos clubes estivessem nadando no dinheiro, seria passível de crítica essa massificação de produtos e o estímulo ao consumo de bens fúteis, mas como sabemos, esse marketing pode ser a muleta que nosso futebol precisa para manter seus bons jogadores aqui, melhorar os espetáculos e encher os estádios. Aos puristas, desculpem-me, mas o Palmeiras precisa usar esse azul e o Corinthians precisa usar a camisa roxa. É caso de necessidade, não de ostentação. O que pesa na camisa não é só sua cor. Quem tem time se impõe com o time, não só com a camisa. Bom jogador, joga com qualquer camisa. E a do Fernandinho, qual será? O futebol precisa usar o capitalismo para sobreviver. E o Fernandinho também, pelo visto.



 Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 11h25 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Sudeste, SAO CARLOS, Homem, de 20 a 25 anos, Esportes, Esportes, Futebol





     
     




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