De Letra! - Futebol Além da Bola... e com Todas as Letras!!
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O que Roberto Carlos e Zidane tem em comum Caráter. Essa é a resposta. A justificativa é: não se calaram quando precisaram falar e fizeram o que todos deveriam fazer, mas que a política do 'bom moço' superior que impera hoje no nosso mundinho hipócrita e diz que devemos nos calar ante às atrocidades do homem racista e ignorante. A cabeçada de Zidane em sua despedida definiu seu caráter. Sim. Achei aquilo lindo, maravilhoso! Uma chave de ouro para uma carreira poética. Um jogador que, com origem argelina e que sempre sofreu, muitas vezes em silêncio de sua anemia falciforme. Uma doença que mataria qualquer homem desprivilegiado de riqueza econômica. Zizu nunca fugiu do pau. Sempre esteve lá quando foi solicitado. Se preservou quando não seria importante e teve a humildade de não querer ser sempre o melhor, mas ser útil sempre que precisassem dele. Nesse momento, o homem mostra que é mais do que 'apenas' humano. Mais do que um grande jogador que venceu tudo o que podia e foi decisivo sempre para quem esperava isso dele, Zidane foi homem para dizer (desculpe o palavrão) Foda-se. Mostrou ao mundo que há limites para tudo. Dentro das quatro linhas, o que vence é o futebol. Os xingamentos de Materazzi deveriam tê-lo banido do futebol e da convivência social. Há quem diga que a provocação é recurso. É recurso para gente sem caráter, sem recursos. Para mim, é ignorância e incapacidade. Se Materazzi não é nem nunca foi um grande zagueiro, não importa. Mesmo que fosse, não deveria usar de ignorância para vencer nada. Mas talvez a ignorância seja seu único e último recurso. Recurso de jogador de futebol é habilidade, técnica, inteligência, maturidade, visão de jogo, responsabilidade. Não a discriminação. Que se criminalize tal atitude. Mais do que um crime para com a sociedade, é um crime que atinge o homem discriminar. O jogador de futebol sem recursos usa de ignorância. Aquela velha história de que quem não SABE brincar, que não desça para o playground. Isso é usado sempre no futebol, infelizmente. Materazzi não deve ser o único banido nem criminalizado por isso. Mas Zidane disse foda-se. Copa do Mundo? Final? Título? Dinheiro? Entrar para a História como campeão? Exemplo para as crianças? Para mim, Zizou deu o melhor exemplo para todo e qualquer homem. Disse foda-se à hipocrisia e ao politicamente correto. Mostrou ao mundo que não há dinheiro e fama no mundo que paguem um desrespeito, uma ignorância gratuita. Não estamos falando de qualquer um. Estamos falando de um jogador de primeiríssima qualidade e de classe. Zidane sempre jogou com a cabeça erguida. Apareceu quando precisou e sumiu quando reconheceu suas limitações. Parece fácil, mas acredito que poucos são os homens que assumem sua insignificância para o mundo e pensam em algo maior. Maior do que o futebol, a discriminação é algo incondizente com a realidade de elite dominante que o futebol assola na vida de seus praticantes. Admirável mostrar ao mundo o que REALMENTE importa: o respeito. Roberto Carlos mostrou ao mundo que o racismo não tem vez. Desfalcou seu time nos últimos minutos de jogo (assim como Zidane) para dar um basta ao que sofre e não sofre sozinho. Foi atacado por um 'cliente' de maneira ignorante. De alguém que não tem argumentos para criticar, recursos para argumentar. Sua resposta não foi a arrogância de ignorar. Foi dizer a quem fez isso e ao mundo todo: Foda-se. O futebol não precisa disso. A sociedade não precisa disso. Foda-se. Há quem diga que o lateral esquerdo é mascarado. Para mim, é homem. Bate no peito e defende o que acredita. Saiu do Corinthians quando não se viu mais como jogador de futebol, mas como um bode espiatório de 'clientes insatisfeitos'. Fernando Torres, que não havia aparecido até aqui, no ponto mais alto de sua carreira em atitude que talvez seja a coisa mais relevante que já fez em toda carreira, disse durante a Copa do Mundo da fifa de 2010: "Morreremos por nossa ideologia". Falava em sistema de jogo, mas foi preciso. Isso é atitude de homem. Jogador de futebol é homem. Assim como todos nós. Passível de erros e de acertos. O que importa é fazer o que se acredita e foda-se o que a mídia prega, o que a moda preza.
Humanizemos o futebol, como fizeram Zidane e Roberto Carlos. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 01h31
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A arte Cênica Alguns chamam de máscara. Outros chamam de humildade. Eu chamo de arte Cênica. Pra mim, Rogério Ceni não passa de um ótimo goleiro, excelente cobrador de falta e razoável ator. Não acho que seja máscara. Acho que o maior goleiro da história do Sâo Paulo Futebol Clube não se faz de humilde. Só segue o protocolo da humildade auto-promocional de todo jogador de futebol. Mas como disse, não é um bom ator. É evidente a sua auto-promoção e sua falta de humildade. Mas o protocolo do discurso é mais forte. Felizmente, o que ficam são os gols, as vitórias e os títulos. Zico já fez média quando disse que voltou ao Flamengo por amor. Todos sabem que voltou por ter saído em baixa e por não ter se firmado na Udinese com o então companheiro também de seleção brasileira Toninho Cerezo. Zico poderia ter jogado na Roma (com Falcão) ou na Juventus, na Itália. Ou mesmo no Barcelona. Teve até proposta do Liverpool que havia se rendido ao seu futebol desde o título mundial de 1981. Optou, como qualquer um de nós, pelo dinheiro. Os 4 milhões de dólares (maior valor pago em transação no país até então) da Udinese o convenceram a jogar muitas vezes machucado, dada à fraqueza do time e dependência de seu futebol. Isso desiludiu Zico. Que voltou e nunca assumiu que foi pra lá por dinheiro. Como aconteceu com o mesmo Galinho quando foi, já aposentado, desbravar o inóspito futebol japonês em 91. Também por dinheiro. Quem não faria o mesmo? Ele foi e fez história por onde jogou. E é sempre o que fica. O futebol. Zico fez escolhas mais financeiras do que esportivas. Quem nunca fez? O que ficou? A máscara? Não. Ficaram gols históricos, títulos, jogadas maravilhosas e, acima de tudo: o fanatismo de quem (pagou caro para) presenciou o que o Galinho fez mundo afora. Da mesma maneira, Rogério não saiu do São Paulo só por amor (não há como negar que exista amor, assim como em Zico), mas, principalmente, porque o São Paulo soube reconhecer seu ídolo e o paga muito bem em salários, direitos de imagem, produtos licenciados, propagandas e bonificações por gols marcados. Exato. Os gols do Rogério não são apenas marcas esportivas. São commodities para o arqueiro tricolor. O Arsenal poderia pagar tanto quanto o São Paulo paga hoje para RC, mas nunca se habilitaria a dar a ele o status que hoje o garante entre os maiores salários de sua liga, em um emprego mais do que garantido e, principalmente, a possibilidade de fazer história. A humildade não é de verdade. Como a de poucos é. Marcos é humilde, de fato. Ou um ótimo ator. Por isso ninguém o critica. O que merece crítica em Rogério Ceni não é a falta de humildade. Mas os péssimos atributos como ator. Parafraseando Pessoa, o ator é um fingidos que finge tão compleramente que finge que é dor a dor que deveras sente. Rogério não consegue fingir uma humildade que lhe é de verdade, pois não tem a humildade de não fingir. Que atire a primeira pedra que não é fingidor. Quem não finge a dor. Quem é de fato humilde pra assumir a própria falta de humildade. Que chame de máscara aquele que não se fantasia e não constrói um ethos exagerado de suas virtudes. Quem não vive a vertigem de não ter defeitos. Como Sãopaulino, admiro o goleiro artilheiro. Como admirador do futebol, me irrito com a humildade fingida. Me irrito com a divinificação da humildade como atributo de atleta. Me irrito com tanta mentira. Me iludo com o futebol. Me incomodo e muito com a crítica sem auto-crítica. Não acredito na humildade de Ceni. Não acredito na máscara que colocam em um entre tantos outros. Me incomodo com a necessidade de se saber atuar e fingir, mesmo sendo jogador de futebol. No futebol há muita mentira. No mundo há muita mentira. Como Sãopaulino estou feliz. Como admirador do futebol também. Pois fico feliz de saber que o que fica é o futebol. A verdadeira Arte Cênica. A beleza do futebol está no que fica em sua história e suas estórias. Isso inventa e reinventa a História do futebol. As máscaras não importam nada. Não precisam ser bons atores. Apenas bons jogadores. Ainda bem. Que o Cenismo não apague a história do maior goleiro de nosso futebol. Pois a única crítica cabível a ele não é esportiva, mas cênica. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 01h15
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O que Leonardo pode aprender com Mano e vice-versa Leonardo, desde que assumiu o Milan e se apresentou como técnico vem mostrando muitas virtudes e defeitos proporcionalmente relevantes. O Milan de Leonardo era defensivo demais e ofensivo demais em uma proporção bastante prejudicial a seu trabalho. Quando o brasileiro assumiu o cargo do quase eterno e quase retranqueiro Ancelotti, ele escalou um Milan com 3 volantes que se completavam em um meio paradoxal. Enquanto Ancelotti dazia questão de escalar Pirlo, Gattuso e Ambrosini, Leonardo recuou Seedorf à posição de Ambrosini. Isso foi uma virtude, pois, potencialmente, Seedorf poderia fazer o que Ambrosini nunca conseguiu: jogar futebol, rodar a bola e criar. Ambrosini só sabe destruir. Porém, Seedorf, só sabe construir. Daí a contradição de Leonardo. Com Pirlo atrás de 2 marcadores, ao menos o que se espera dos volantes de contensão é que passem bem e participem do ataque. Porém a marcação adiantada pede mais combatividade, o que Seedorf não fazia. Na seleção de Mano, Lucas faz essa função de Pirlo, com Ramires e Elias cumrpindo os volantes adiantados que jogam mais. Nesse aspecto, Mano ganha os pontos, pois Ramires e Elias marcam e passam com a mesma qualidade. E participam mais do jogo do que Gattuso e Seedorf. Para não ser injusto, Gattuso tenta participar, mas só sabe desconstruir (o que é importante, mas não basta) e Seedorf participa demais e não volta para recompor. Eu trocaria Elias por Hernanes, pelo hibridismo mais qualificado. Porém, Elias e Jucilei, no Corinthians já faziam o que Mano gosta (e eu também) no meio campo de um time bom e competitivo. Mas e o meio-campo do Barcelona? Não é lindo de ver e competitivo? Calma. O Barça, comparação inevitável, vem depois. Por ora, vale que o Leonardo parece ter aprendido, formando o meio campo da Inter (quando assim escala o time) com Cambiasso, Thiago Motta, Stankovic e Sneijder. Assim o fez para vencer o Bayern hoje. Mas o time rendeu mais com Pandev do que com Milito. O que nos leva novamente ao Mano. Léo vem usando Eto'o e Pazzini, com Pazzini centralizado e Eto'o rendendo muito mais na esquerda, aberto, driblando, correndo e chutando do que com Eto'o e Milito. Que, aliás, deve voltar ao Genoa, infelizmente, mesmo depois de marcar os dois tentos finais do último grande título da Inter. Pois Mano, usa somente Pato na frente com Neymar segurando o lateral-esquerdo e, geralmente, Robinho, em má fase, fazendo o mesmo pela direita. Isso, o Leonardo aprendeu: Robinho, quando rende, rende pela direita. E só. Bons roubadores de bola abertos, centroavante rápido e leve, meias que armam, tocam e recompõem e um meia articulador e finalizador, forte e técnico com a 10. Assim, laterais viram armas para uma eventualidade e que marcam menos e, consequentemente, se desgastam menos, Leonardo arma um time rápido, forte, competitivo, ofensivo e que toca bem a bola. Isso ele também aprendeu. Senão com Mano, com o futebol moderno. O 4-5-1 com variações em 4-3-3, Parreira já nos havia adiantado em 2006 que seria uma tendência do futebol de nossos dias, porém, o que muda é sempre o Barcelona. Com um esquema 4-5-1 com apenas um volante de ofício, Guardiola apresenta ao mundo a concepção de Futebol Total de Mitchell remodelada para o futebol de hoje. Hoje, todos jogam, todos marcam e todos participam. Se os seus 11 não sabem jogar, suas chances diminuem drasticamente. O Barcelona de Guardiola joga em um esquema compacto que vai do 4-3-3 ao 2-1-4-3-1-2, com Puyol e Piqué; Busquets; Daniel Alves, Xavi, Iniesta e Abidal; Messi; Pedro e Villa. Sendo que, inúmeras vezes em 90 minutos, Messi vira centroavante, Villa abre e Pedro cobre. Xavi aparece, Iniesta arma, Daniel Alves finaliza. Isso é Barcelona. Desde Mithcell. Fora de questão. É questão de filosofia. Veremos isso fora do Barça somente na Laranja Mecânica, se virmos. Mano monta um time também compacto, mas que não domina. Sabe defender e atacar, como pede a Arte da Guerra. O Barcelona não precisa defender, pois domina. Mesmo se precisar, se vale de Piqué e Puyol. É um time que só constrói, como aqueles que só se vêem a cada 20, 30 anos. A bem dizer da verdade somente a Hungria de 54, o Brasil de 70, a Holanda de 74, a Argentina de 86 e os Ajax e Barcelona de Mitchell e os Barcelonas de Cruijff e Guardiola fizeram. O Santos de 2010 só foi por 6 meses, então não vale tanto. O futebol de hoje permite sim, um time como o Barcelona aparecer, coisa que, no início da década não me parecia possível, pelo pragmatismo do 4-4-2 e 3-5-2 estanques, sem variações. Hoje o futebol pede variações, como bem mostrou Lampard, Xavi, Gerrard, Kaká e Ronaldo. Lampard e Xavi apresentaram um armador centralizado que arma. Kaká e Gerrardo nos mostraram que meias fortes e velozes que arrancam e armam contra-ataques são mais interessantes do que se pensava. Ronaldo já fez surgir um centroavante rápido, com explosão e habilidade, coisa que antes não cabia ao 9 homem-gol. Tanto Leonardo, quanto Mano utilizam jogadores híbridos. Volantes que armam, meias que se apresentam e atacantes que marcam e centroavantes que se movimentam. Isso é o futebol moderno. Falta ainda a Mano a consistência defensiva e a posse de bola. Falta a Leonardo arriscar mais. Por isso Thiago Motta teria vaga na seleção de Mano e Ramires ou Hernanes na Inter. Falta a Leonardo buscar meias mais híbridos e menos genéricos. Zanetti no meio não rende. Muntari também não. Tanto quanto Seedorf na ponta esquerda do Diamond do Milan de Leo. E falta ao Mano ousar (sim, agora é ousar) em um volante mais competente defensivamente do que Elias. Isso não é retranca. É equilíbrio. Como falei sobre o Barça, o barça foge à regra. É excessão. E é sempre bom lembrar disso. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 00h33
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Fenômeno, valeu demais. Por Pedro Bombonato (twitter: @pedrobombonato) Desde criança, aprendi que seleção brasileira era sinônimo (por distração ou ato falho, quase escrevi “fenômeno” aqui) de Ronaldo. E vice-versa. O grito de Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldinho, imortalizado na voz de Galvão Bueno, tem tantos “erres” quanto os gols marcados pelo fenômeno em sua carreira. Gols que, por mais incríveis que pareçam, são apenas um dos fatores que o consagraram. Ronaldo ganhou tudo, com exceção da Libertadores, que ele demorou a jogar, e tentou apenas duas vezes. Copas do Mundo, por exemplo, o fenômeno precisou ir a quatro para trazer uma como protagonista. Portanto, não se culpe, Ronaldo. Não o culpem, Gaviões. Como corintiano, me sinto honrado por tê-lo visto com a camisa do Timão. Assim como meus antepassados outrora se orgulharam de terem visto Garrincha com o mesmo manto. Ronaldo foi um dos poucos jogadores que me fizeram ficar rouco em jogos do Corinthians. E por duas vezes. Uma contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, no último minuto. Outra contra o Santos, na Vila, por cobertura. Antes dele, só Ricardinho, contra o Santos, no Paulista de 2001. E Edmundo, com o pênalti perdido, em 2000. Eu poderia criticá-lo por ter arrastado a carreira um pouco demais, talvez por pressão de patrocinadores. Ou por seu peso excessivo nos últimos tempos, justificado (mais ou menos) agora pelo hipotireoidismo. Mas não é o momento. O momento é de agradecer. Obrigado Ronaldo, nós e o futebol já sentimos sua falta.
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 21h26
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Sobre “polêmicas” e fantasmas passados e presentes Por Pedro Bombonato
A polêmica inventada no último final envolvendo o pênalti cometido pelo zagueiro Gil em Ronaldo, trouxe à tona velhos fantasmas. Entre eles, as suspeitas sobre uma possível compra de juízes por parte do Corinthians, que já teria resolvido o campeonato a favor do Timão. Tudo parece fazer sentido na cabeça dos conspiradores e anti-corintianos de plantão; a boa relação de Andrés Sanches com Ricardo Teixeira, alguns “erros” que teriam beneficiado o time do Parque São Jorge em partidas decisivas, etc. Porém, o mais intrigante é que essas suspeitas só começam a aparecer quando o campeonato está prestes a terminar, ou pior: quando o Corinthians está bem perto de conseguir um título. Isso acontece com todas as conquistas corintianas. Do Mundial ao Brasileirão de 2005, passando pelas Copas do Brasil de 2002 e de 2009. Sem falar nos Paulistas. Há inclusive os mais fanáticos, que contestam também o título de 1977, quando o gol histórico de Basílio tirou o time de uma fila de 23 anos sem títulos. Há quem diga ainda, que aquela conquista marcou o início da roubalheira eterna do Corinthians. De tudo isso, a conclusão que tiro é que o primeiro mandamento do anti-corintianismo é: “Contestarás todo e qualquer título conquistado pelo Corinthians”. Isso talvez não seja um privilégio corintiano apenas. Costuma acontecer com os clubes de maior torcida. Vejam, por exemplo, o caso da Taça das Bolinhas, que trouxe à tona o Campeonato Brasileiro de 1987, conquistado (ou não) pelo Flamengo. O Brasileirão de 2005, mais um prato cheio. O Corinthians era comandado pela nefasta MSI, que tinha como presidente o misterioso Kia Joorabchian. Ele comprava tudo. Por que não compraria também o campeonato daquele ano? Como se não bastasse, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho fora desmascarado por participação na então chamada Máfia do Apito, e 11 partidas apitadas por ele foram anuladas. Justo. Afinal, como saber em qual(is) dela(s) o juiz estava mal-intencionado? Mas adivinhem quem saiu no lucro com as anulações? O Corinthians, que conseguiu recuperar quatro, dos seis pontos que havia disputado e perdido contra Santos e São Paulo. Todos reclamaram. Depois, só depois. Se eram contra a anulação, por que entraram em campo novamente? Por que não levaram o protesto às últimas consequências? Como se não bastasse (ainda), houve o lance de Fábio Costa em Tinga. Esse sim, pênalti claro, não marcado por Márcio Rezende de Freitas (no jogo de sua aposentadoria). O jogo terminou empatado em 1 a 1. Porém, a classificação final do campeonato mostrou que, mesmo se o Inter tivesse vencido o Corinthians naquele jogo, não teria sido o campeão, pois o saldo de gols da equipe paulista era maior. Além disso, na última rodada, o Corinthians foi derrotado pelo Goiás, e o Colorado, que jogava contra o então rebaixado Coritiba, não aproveitou a chance, e também perdeu, terminando o campeonato com três pontos, uma vitória e cinco gols de saldo a menos que o Corinthians, que se sagrou tetracampeão brasileiro. Voltando ao fatídico lance do último jogo entre Corinthians e Cruzeiro, o que mais me irritou em toda balbúrdia que foi criada, é que, pra mim, nem polêmica a jogada foi. Empurrão por trás, falta. Dentro da área, pênalti. A expulsão sim, talvez tenha sido um pouco exagerada. Mas o pênalti, deveria ter sido (e foi) marcado aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. O que nos levaria a crer que Sandro Meira Ricci, considerado o melhor árbitro da competição, postulante à vaga de Simon junto ao quadro da Fifa, teria se vendido naquela partida? Engraçado que ele mesmo havia apitado Cruzeiro x Corinthians no primeiro turno, e na ocasião, Perrela e Cuca não reclamaram, até porque, o Cruzeiro saiu vencedor. O Corinthians, que teria razões para reclamar (pênalti não marcado em Bruno César), não o fez. Portanto, meus caros e raros leitores, corintianos ou não, se tiverem algo a reclamar, se tiverem alguma suspeita a levantar, se tiverem algum vídeo-dossiê a fazer: façam antes de os jogos “suspeitos” acontecerem. Fora isso, o choro é livre. E o riso também. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 09h33
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Não menos ídolo, não menos polêmico Texto publicado na Coluna "De Letra", do jornal "A Folha" deste domingo.
Não menos ídolo, não menos polêmico Por Pedro Bombonato No começo do ano passado surgiu para o futebol profissional brasileiro uma joia rara. Ao lado de um fiel escudeiro – e com não menos bola – o menino foi buscando seu espaço em campo e aos poucos aprontando das suas. Como o Santos não ia tão bem, não conseguiu tanto destaque no time de Luxemburgo. Com a chegada de Dorival Junior, os meninos, companheiros inseparáveis, tornaram-se protagonistas de um time campeão. Neymar e Ganso, Ganso e Neymar, tal como feijão com arroz, se completam em campo, não se separam fora dele. Há algumas semanas, Paulo Henrique lesionou o joelho e Neymar desandou. Sem o que pensa, a dupla ficou pensa. Sem seu parceiro, o franzino perdeu a cabeça moicana. No domingo passado, quase virou caso de polícia no Ceará, ao iniciar uma discussão inflamada com um dos jogadores do Vozão, que segundos antes de o jogo terminar, havia dado uma entrada desproporcionalmente forte (porém não faltosa) no atacante. Na última quarta, o Santos vencia na Vila Belmiro, quando um pênalti sofrido por ele foi o gatilho de uma situação bastante tumultuada. Dorival não deixou Neymar bater. O menino não gostou e falou muitas e ruins ao técnico santista. O assunto repercutiu tanto, que é assunto desta coluna. Não deixemos de tirar o chapéu – aliás, recurso bastante utilizado por Neymar, esteja o jogo parado ou não – para os belos dribles, passes e gols que ele faz. Precisamos disso e ele não é um monstro. Renê Simões exagerou. Monstros são os brutamontes que o tentam intimidar a todo custo. O garoto não tem sangue de barata, e sem seu companheiro fica ainda mais exposto à mídia e aos adversários. No entanto, creio que uma punição comportamental por parte do clube seja cabível. Talvez 15 dias de suspensão seja muito. Lembro que há um tempo escrevi um texto no meu blog (www.de.letra.zip.net) a respeito do “fico” de Neymar, que recusou (sabiamente) uma proposta milionária do Chelsea para ficar no Peixe. Neste sentido, ele dava um passo (mínimo) em direção a Pelé, e superava Robinho em dois, em termos de idolatria santista. Nos últimos dias, Neymar vem dando passos que o aproximam de Edmundo e Serginho Chulapa. Não menos ídolos, não menos polêmicos. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 10h49
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Destaques da semana (passada) Texto publicado na coluna "De Letra" do jornal A Folha, de São Carlos:
Destaques da semana Por Pedro Bombonato
100 anos, 100 mil Nunca antes na história deste país o centenário de um clube levou tantos torcedores às ruas para uma comemoração. Mais de 100 mil fiéis para uma festa digna da presença do Presidente da República. Parte da torcida que tem um time festejou seus ídolos de ontem e de hoje no Vale do Anhangabaú na última quarta-feira, numa explosão de alegria à altura de uma comemoração de título, talvez de uma Libertadores. Parabéns Corinthians, parabéns bando de loucos.
Fielzão A festa do centenário também foi o palco da apresentação oficial do novo estádio do Timão. Já se sabe o lugar (Itaquera), já se tem a maquete, já se sabe quem vai bancar. Mas o corintiano é ressabiado, e já viu projetos de outros carnavais que não saíram do papel. E ninguém melhor que ele sabe que não se comemora antes da hora e algumas coisas devem ser questionadas, como, por exemplo, a rapidez com que tudo (projeto, maquete, etc) ficou pronto e foi apresentado e aprovado pela CBF, que segundo o próprio presidente corintiano, “aprovou sem ver”. Desconfie, caro corintiano, caro eleitor, quando falarem que dos cofres públicos não sairá nada para a construção deste estádio. Lembre-se que construção de estádio é uma grande oportunidade para se desviar uma grana.
Quarteto Fantástico O Milan confirmou nessa semana as contratações de Robinho e Ibrahimovic; que ao lado de Ronaldinho e Pato, formarão um ataque, no mínimo, respeitável. Com isso, o time de Berlusconi, que andou meio desacreditado nos últimos meses, volta a figurar entre os principais clubes do mundo. Pelo menos no Winning Eleven.
Mito Ele pode ser mala, chato (que o diga Milton Leite), arrogante e até metido a dono do time (o que não deixa de ser verdade), mas Rogério Ceni é o cara, e mesmo beirando os 40, está, tecnicamente, em um de seus melhores momentos na carreira e figura, sem dúvidas, entre os cinco melhores goleiros do Brasil. Com quase 20 anos de carreira (e de São Paulo) ele chegou à inacreditável marca de 90 gols no último domingo, no jogo contra o Fluminense, em que, de lambuja, pegou um pênalti. Ah, em pleno Maracanã, é claro. Isso porque no clássico contra o Corinthians ele já havia fechado o gol, mesmo com a derrota por 3 a 0. Na última quinta, de dentro do campo, sugeriu ao técnico Baresi (que tem os mesmos 37 anos que ele e aceitou) a entrada de Cléber Santana no jogo. Orgulhem-se são-paulinos, por terem a chance de ver, ainda em atividade, o maior ídolo da história do clube.
Para mais pitacos sobre o mundo da bola, acessem meu blog (www.de.letra.zip.net) e conheçam meu twitter: twitter.com/pedrobombonato. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 18h29
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PARABÉNS!
Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com 100 anos de glórias, maloqueragem e sofrimento. És do Brasil, o clube mais brasileiro! PóRóPóPó! Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 12h16
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ABC dos Técnicos Texto publicado na Coluna "De Letra" do jornal "A Folha", deste domingo:
Por Pedro Bombonato* A última rodada do Brasileirão não ficou marcada apenas pela menor média de gols da história dos pontos corridos. Ela também derrubou dois técnicos e deixou outros mais do que na corda bamba. E foi essa dança de treinadores que inspirou este texto. Divirtam-se. Adilson Batista foi muito bem no último jogo contra o Cruzeiro. Apesar da derrota do Corinthians, o treinador fez tudo que estava ao seu alcance para tentar a vitória, mas não conseguiu furar a retranca do time mineiro, que jogou como time pequeno. Baresi que se cuide, pois outro mau resultado pode encurtar sua história como treinador do São Paulo. Raí corre por fora. Celso Roth só tem motivos para comemorar. Considerado por muitos um dos maiores pés-frios do futebol brasileiro, o treinador passa pela melhor fase de sua carreira, e aos poucos está se livrando da fama de azarado. Dois foram os treinadores que perderam seus empregos na última rodada. (Ver letras E e L). Emerson Leão está livre no mercado. O estopim foi a derrota em casa para o Fluminense, que empurrou o Goiás para a lanterna do Brasileirão. (Ver letra U). Felipão disse que não voltou ao Brasil para passar vergonha. Os torcedores palmeirenses entenderam o recado. Os jogadores ainda não. Gols. Palavra rara na última rodada. Média de 1,5 por jogo. Hoje a continuidade da 17ª rodada promete. O jogo Fluminense x São Paulo, por exemplo, pode fazer mais um desempregado. Inter de Milão, do técnico Rafa Benítez, perdeu sua primeira final na temporada. A da Supercopa da Europa. Joel Santana vem fazendo um trabalho excelente com o Botafogo. Levou o time ao título estadual e já desponta entre os três primeiros do Brasileirão. (Ver letra O). Kaká, Cristiano Ronaldo e toda a constelação de Mourinho estréiam hoje no Espanhol. Lourenço, Rogério. Como não ir do céu ao inferno com o clube mais popular do Brasil. Rio de Janeiro: Editora da Gávea, 2010. Em breve nas piores livrarias. Muricy Ramalho, como de costume, já manda no Campeonato Brasileiro. Já que não pôde mandar na seleção... Ninguém melhor que ele na era dos pontos corridos. Ótimo também é o retrospecto do Botafogo nos últimos jogos: cinco vitórias em cinco partidas. PC Gusmão também vai bem no Vasco, que tem subido na tabela. Qual será o próximo técnico a cair? Ricardo Gomes está dando sopa no mercado. É bom que os times sem técnico arrumem um logo. Silas também está por aí. E merece outra chance em um time grande. Telê não está mais por aí. Mas caberia em qualquer time. Último lugar. Esse é o legado deixado por Leão ao Goiás. Vanderlei Luxemburgo diz que fica no Galo, mesmo na segundona. Será? Xingar nos estádios agora é proibido. Cuidado com os elogios aos treinadores. Zico tem mais um abacaxi pra resolver no Flamengo. Quem será o novo técnico? *colunadeletra@gmail.com
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 12h00
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Os novos protagonistas
Coluna "De Letra" publicada hoje no jornal "A Folha", de São Carlos:
Por Pedro Bombonato*
Uma vez, quando eu era pequeno, perguntei a meu pai qual era a função de um volante. Ele, de maneira resumida, me explicou que volante era quem corria o campo inteiro. Fiquei satisfeito com a explicação do que parecia pra mim uma função bastante nobre, e não menos difícil que as outras. O tempo foi passando, e aos poucos fui percebendo que os volantes, longe de correrem o campo inteiro, se preocupavam primeiro com a marcação, e só depois em jogar bola. Nas peladas na rua ninguém queria ser volante. Aliás, a gente nem cogitava essa posição, que no nosso imaginário estava ligada diretamente a faltas e pontapés. A gente se preocupava em driblar, marcar o adversário era só um detalhe totalmente dispensável. Mas, e se os volantes pudessem jogar também com a bola nos pés, além de marcarem o adversário, e é claro, ainda correrem o campo inteiro? Seria uma ousadia. Uma ousadia que o São Paulo usou como poucos nesta década, conquistando, com safras que consagraram jogadores como Mineiro e Hernanes, o tricampeonato brasileiro, uma Libertadores e um Mundial – este último com um gol de Mineiro na final contra o Liverpool. Em 2010, a ousadia tem sido levada ao extremo, e os volantes bons de bola, enfim conquistaram seu espaço definitivamente, em todas as instâncias. No Paulistão, o Santos reinou soberano com um meio-campo que tinha Wesley e Arouca como coadjuvantes de peso para Ganso e Neymar. Um time que marcava/marca o adversário em seu campo, e não precisa esperar pra bater no campo de defesa. A soberania se repetiu a nível nacional, e o Peixe levou também a Copa do Brasil. Na Copa do Mundo, quem povoou a meia cancha com jogadores de poucos recursos não foi muito longe. Dunga que o diga. Já a Espanha, jogando com apenas um volante de ofício, mas bom de bola – Sérgio Busquets – encantou o mundo e saiu da fila. Na última quarta-feira, o Internacional ficou mais internacional ainda conquistando a América pela segunda vez. E adivinhem? Jogando com meias/volantes que sabem jogar. Sandro, Guiñazu e Tinga foram protagonistas na decisão. Eles, assim como os espanhóis Xavi, Xabi Alonso e companhia provaram este ano que o futebol precisa cada vez menos dos chamados carregadores de piano e cada vez mais de maestros que saibam tocá-lo. *colunadeletra@gmail.com Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 12h51
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Dia do Fico O Fico de Neymar representa, no mínimo, três coisas para a felicidade geral da nação santista e também da brasileira. Em primeiro lugar, que os craques podem jogar no Brasil, que os clubes brasileiros podem segurá-los se eles quiserem ficar. Jogar aqui é legal. Em segundo, que com este ato (talvez não só de responsabilidade dele), em termos de ídolos, ele dá um passo na direção de Pelé (guardadas as devidas proporções) e fica dois à frente de Robinho. E em terceiro, que com Neymar e Ganso, que são mais que o arroz e o feijão da Vila, o Santos passa a ter reais possibilidades de conquistar a Tríplice Coroa este ano. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 12h43
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Twitter e Colunas
Caros e raros leitores deste blog, depois de muito tempo estou de volta.
Primeiramente, para informar que meu twitter está mais ativo que nunca. Follow me: @pedrobombonato.
Segundamente, para postar meus dois últimos textos publicados na Coluna De Letra do Jornal "A Folha", de São Carlos.
Divirtam-se, ou me xinguem ao menos.
Um abraço!
Volta-não-volta* - Publicado hoje (dia 18 de agosto de 2010) no Jornal "A Folha", de São Carlos, em caráter extraordinário
Por Pedro Bombonato**
Seu último jogo com a camisa do Corinthians foi há três meses, na estreia do time no Campeonato Brasileiro: 2 a 1 contra o Atlético-PR, inclusive com um gol seu. De lá pra cá, Ronaldo trocou o campo pelo teclado, tornando-se Fenômeno apenas pelo Twitter. Ao mesmo tempo em que marcava mais um golaço do ponto de vista do marketing, o maior artilheiro da história das Copas se distanciava da possibilidade de voltar a demonstrar pelo menos uma parte daquilo que já fez nos gramados mundo a fora e Brasil adentro. A expectativa era que ele voltasse na partida contra o Palmeiras, há três domingos. No entanto, seu peso (só um pouco) avantajado e a falta de ritmo frustraram os corintianos, que viram o time jogar pior que o rival na estreia de Adilson Batista e na reestreia de Felipão no clássico. Na semana depois do dérbi, nova especulação. Ronaldo voltaria contra o Flamengo, no domingo retrasado. Porém, dias antes, novamente Nazário é barrado, mas com certeza estaria presente no jogo contra o Avaí, domingo passado, às 16h na Ressacada. Os corintianos, vacinados que estão, nem se animaram e preferiram aguardar pra terem certeza da escalação do camisa 9. Certeza, que pela terceira vez consecutiva, foi por água abaixo. Na sexta, Adilson Batista barrou mais uma vez o (ex?)Fenômeno, que voltou aos treinos coletivos na quinta-feira demonstrando uma barriga que faz inveja a muito boleiro de fim de semana, geralmente escalado no time dos casados. Pelo Twitter – como não poderia deixar de ser – Ronaldo reconheceu o excesso de peso e disse que em 15 dias estaria bem. Ontem ele completou 100 dias sem jogar. Ao invés de nova promessa, talvez seja a hora de ele reconhecer o desequilíbrio entre sua atual importância para o time dentro de campo e sua importância fora dele, em termos de marketing e imagem. Há três meses o Corinthians vem jogando sem Ronaldo e não tem dado vexame. Ao contrário, o time é vice-líder do campeonato, na cola do Fluminense e sete pontos à frente do terceiro colocado. Já Ronaldo, neste volta-não-volta, tem se exposto perigosa e desnecessariamente, causando danos que podem ser irreversíveis, não só para a imagem do clube, mas também para a dele. E não é novidade pra ninguém que desde a metade do ano passado, sua imagem (mesmo com uns quilinhos a mais) tem sido mais importante que o próprio futebol que um dia ele demonstrou como poucos. *Essa é uma Coluna De Letra em edição extraordinária. Infelizmente (ou felizmente, depende) não foi possível publicá-la no domingo, como de costume. **colunadeletra@gmail.com
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É proibido torcer, digo, xingar - Publicado no dia 08 de agosto de 2010 no Jornal "A Folha", de São Carlos
Por Pedro Bombonato*
Na última semana o presidente Lula sancionou uma lei que aprova mudanças no Estatuto do Torcedor, que têm como intuito deixá-lo mais rígido para os chamados “maus torcedores”. Dentre as mudanças, está o cadastramento de integrantes de torcidas organizadas, penas mais rígidas – como multas e prisões – para torcedores que causarem tumultos e brigas nos estádios e em seus arredores. A monitoração por imagem também passa a ser obrigatória nos estádios com capacidade para mais de 10 mil torcedores. Até aí tudo bem. O que tem causado polêmica nas ruas e mesas de bar, onde o futebol é sempre o tema principal, é a proibição dos xingamentos e palavrões nas arquibancadas. Afinal, quem xinga é considerado “mau torcedor”? Então, muito prazer, sou um deles, e você, muito provavelmente, também. Atire o primeiro copo de xixi quem nunca mandou o juiz pra Punta del Leste. Mesmo sendo do sofá de casa. Proibição absurda, que vai contra a natureza e a vontade dos deuses que regem este esporte. O campo de futebol é, por excelência, o lugar do palavrão. É por dele que a mãe do juiz sai do anonimato e sem querer vira protagonista, muitas vezes num papel que não merece. É através dele que o torcedor, outrora pai de família ou bandido extravasa o que traz dentro de si e um pouco do que fora do estádio deixou. Subverter faz parte da natureza do futebol. Subversão da ordem e das relações. O que é um drible, se não a tentativa de ludibriar o adversário, humilhando-o, de preferência? Dentro das quatro linhas, o tamanho do zagueiro brutamontes e perna de pau não assusta o atacante baixinho, desnutrido e bom de bola. Fora delas, nas arquibancadas, na hora do gol, o vizinho nunca visto antes é como um irmão que não se via há muito tempo. Na hora da eliminação, são irmãos se consolando num velório. Na Idade Média, quando os homens temiam a Igreja, todos os anos havia festas de pagãos e fiéis que profanavam santos e rebaixavam o clero. Carnavalizava-se a religião e a Igreja nada podia/queria fazer, pois as festas eram vistas por ela como um furinho num barril cheio de pólvora, que eram as pessoas, prestes a explodir, tamanha pressão dos céus, da Igreja, da vida. Torcer num jogo de futebol (com todas as conotações que esse verbo possa ter) é um dos furinhos nos barris da nossa sociedade, que de tempos em tempos se tenta tapar. Uma hora explodem. E aí lascou. Lascou não, f... (palavrão censurado pelo estatuto). *colunadeletra@gmail.com Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 10h04
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Palpites A hora está chegando. Faltam apenas três dias para a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul. A primeira Copa do continente africano. A Copa de Mandela. A Copa que poderá ser a do hexa. É a hora de darmos um voto de confiança ao Dunga, e acreditarmos em sua (nossa) seleção! Bom, menos, porque isso já tá parecendo comercial de cerveja ou vinheta pré-jogo. Vamos ao que interessa, e o que me interessa na coluna de hoje é dar alguns palpites sobre os jogos da primeira fase da seleção brasileira. Neste primeiro jogo, creio que duas coisas podem dificultar um pouco (só um pouco) os jogadores de Dunga. Em primeiro lugar, a tal da ansiedade da estreia, que no começo da partida poderá tornar a bola um pouco mais pesada para alguns atletas – se bem que isso até seria uma boa para uns e outros que reclamam que a Jabulani é leve demais. Em segundo, as poucas informações que se tem sobre o time norte-coreano – do qual eu, sinceramente, não conheço nenhum jogador – faz deste primeiro adversário uma espécie de incógnita. Aliás, o que esperar de uma seleção formada em um país comandado por um ditador tão bitolado que prometeu transmitir ao povo somente os VTs das partidas que a Coreia do Norte vencer? Ou seja: o povo norte-coreano não verá nenhum jogo desta Copa. Enfim, meu palpite para esta partida: 2 a 0 Brasil. Passada a ansiedade da estreia, vem a Costa do Marfim; seleção considerada uma das melhores da África, mas que vem de um mau desempenho na última Copa da África, e de resultados não muito convincentes em alguns amistosos. Como se não bastasse, Didier Drogba, a estrela da equipe, ainda é dúvida para esta primeira fase do Mundial. No entanto, os “Elefantes” contam com bons jogadores como Yaya Touré, bom volante do Barcelona e Eboué, que atua pelo Arsenal. Ainda assim acredito na vitória brasileira: 2 a 1. Por não acreditar muito em surpresas neste Grupo G, creio que Brasil e Portugal chegarão com seis pontos na partida do dia 25. Assim, disputarão a liderança do grupo, e consequentemente, a chance de evitar um confronto com a Espanha logo nas oitavas de final. E aposto novamente na seleção brasileira: 3 a 1 e 100% de aproveitamento na primeira fase da Copa. Aí você, caro e raro leitor, se pergunta: mas ele não criticou essa seleção do Dunga – inclusive com um tom extremamente irônico na coluna da semana passada? Aí eu respondo: pois é, critiquei. Mas isso não quer dizer que eu vá torcer contra a seleção. Pelo contrário; vou torcer muito pelo hexa neste ano! Mesmo com a possibilidade de ouvir um “vocês têm que me engolir” do Dunga com a taça na mão... Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 23h37
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A(s) bola(s) da Copa Nesses poucos dias que antecedem a Copa um assunto tem tomado (enchido, intoxicado, monopolizado) a mídia esportiva (e até a não-esportiva): a simpática Jabulani, bola oficial do Mundial. Na seleção brasileira, quem começou com essa história de falar mal da pobre redonda foi o atacante Luís Fabiano, que disse em uma entrevista que a bola era “sobrenatural”, pois tomava trajetórias imprevisíveis quando era chutada. Depois, foi a vez de Julio César engrossar este coro, dizendo em uma coletiva que a gorducha era “horrível, pior que bola de supermercado”. Felipe Melo, aproveitando a onda dos apelidos carinhosos, chamou a Jabulani de “patricinha”, que segundo ele, “não gosta de apanhar” (as outras gostam? Enfim...). Até o Dunga acabou dando seu pitaco, desafiando o secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, a dar uns chutes na bola – desafio, aliás, aceito por Valcke. Por trás de todas essas acusações e calúnias contra a Jabu (para os íntimos), aparecem os interesses econômicos, e a briga titânica entre as maiores empresas de material esportivo do mundo: Nike x Adidas. Quando caiu minha ficha sobre esta questão – graças, principalmente, a uma matéria que vi no UOL há alguns dias – tudo ficou mais claro: a Nike, além de patrocinar a seleção, cede também seu material esportivo, individualmente, a nada menos que 14 jogadores do Brasil, incluindo Luís Fabiano. A bola, por sua vez, foi desenvolvida pela Adidas. É óbvio, por exemplo, que Kaká, maior estrela da atual seleção e que é patrocinado pela empresa alemã, jamais criticaria esta bola. Tanto que – talvez a pedido da própria Adidas (mas isso é pura especulação de minha parte) – ele tenha defendido a Jabulani em sua coletiva na última sexta, tendo inclusive trocado carícias (dois beijinhos) com ela. Aliás, quantas mulheres – patricinhas ou não – não queriam estar no lugar da malfadada bola naquele momento? E não se surpreenda, caro e raro leitor, se Michel Bastos, Lúcio e Grafite também defenderem a Jabulani em alguma entrevista nestes próximos dias; pois eles, assim como Kaká, também usam chuteiras Adidas. Enfim, a verdade é que quem é bom mesmo, joga até com bolinha de meia. Portanto, se você se deparar com mais alguma entrevista alusiva – elogiosa ou depreciativamente – à Jabulani, lembre-se que esta é uma questão que vai além de parâmetros técnicos ou simplesmente futebolísticos.
Em tempo
Aproveito para reproduzir a lista de jogadores convocados, com seus respectivos patrocinadores (entre parênteses), levantada pelo jornalista Fernando Fernandes, em reportagem especial para o “Yahoo! Esportes”: Julio César (Reusch Diamond); Doni (Lotto); Gomes (Sem patrocínio); Felipe Melo (Diadora); Josué (Puma); Kaká, Lúcio, Michel Bastos e Grafite (Adidas); Daniel Alves, Maicon, Thiago Silva, Luisão, Juan, Gilberto, Gilberto Silva, Elano, Ramires, Julio Baptista, Kleberson, Luís Fabiano, Robinho e Nilmar (Nike). Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 23h35
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'Testes' finais Nos próximos dias, teremos a chance de ver a seleção brasileira em campo em dois amistosos antes do início da Copa do Mundo. E os adversários serão, nada menos, que a poderosíssima seleção do Zimbábue (na próxima quarta) e a Tanzânia (cinco dias depois) – equipe de reconhecimento incontestável no cenário futebolístico internacional. Com certeza serão oportunidades de ouro para que Dunga possa definir os onze volantes, digo, titulares que estrearão no Mundial, no próximo dia 15, contra a Coreia do Norte. Serão mais duas preciosas chances que nosso simpático treinador terá para decidir se escalará o excelente Josué ou o craque Felipe Melo no meio-de-campo. Até porque, o pior já passou para o técnico da seleção, que, sabiamente – diga-se de passagem – não cedeu à tola e inconsequente pressão popular por Paulo Henrique, que não tem futebol, nem muito menos idade para jogar uma Copa do Mundo da Fifa. Tomara que ninguém se machuque nestes dois clássicos antes da Copa, porque vai que abre uma vaga e ele chama o Ganso? Deus me livre. Pra quê levar jogadores ofensivos? Burro é o Maradona, que convocou seis atacantes... e além do mais, o Brasil nem tem histórico de bons jogadores de frente...E digo mais! De que adianta ter Zicos, Júniors, Falcões e Sócrates se não se tem resultados? Vale muito mais ter Dungas, Mazinhos e Mauro Silvas e conquistar a Copa! Dunga vai calar a boca de todo mundo: dos torcedores, da imprensa. Já começou bem fechando as portas dos treinamentos para a torcida em Curitiba! Já a imprensa, essa tenta, insistentemente, derrubar o treinador da seleção. Na última semana, Dunga chegou a declarar em uma coletiva: “Eu digo para os jogadores que estão aqui comigo… Antes de chegar à Seleção é todo mundo lindo, maravilhoso. Quando chega aqui, começa a ficar feio. Bonito são os outros, que não são chamados” (copiei esse trecho do Blog “Carta Bomba”, de André Rizek). É isso aí Dunga! A imprensa é a vilã, e você é o mocinho! Você, Doni, Josué, Gilberto Silva, Felipe Melo, Michel Bastos são uns injustiçados! E acho que você só tem a ganhar, comprando essa briga com a mídia, e principalmente, com a torcida brasileira! E esses amistosos, além de serem verdadeiros testes com seleções consagradas, ainda renderão muita grana pro Brasil – R$ 11 milhões, segundo o jornal L’Equipe. E é isso o que importa. Fazer dinheiro com a seleção. Por isso, acho fundamental também fazer alguns comerciais. Até porque, o espírito “guerreiro” dessa seleção é o que mais importa! E não a bola que ela pode jogar. Bola, aliás, que será a grande culpada caso a seleção não tenha sucesso na Copa. A tal da “Jabulani”, segundo o Julio César, parece bola comprada em supermercado... Esse Julio César é muito sarcástico... Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 18h33
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Personagem Principal
Final da Taça Libertadores da América de 2006. O São Paulo, campeão em 2005, buscava seu quarto título no campeonato, e enfrentaria na decisão – assim como em 2005, quando derrotou o Atlético-PR – mais um time brasileiro. Este time era o Internacional, equipe que tinha como comandante fora dos gramados o poliglota Joel Santana, e dentro, ele, Fernandão. O atacante marcou o primeiro gol no último jogo da final (que o Colorado venceu por 2 a 1 no Beira Rio, após ter empatado por 2 a 2 no Morumbi) e foi fundamental na conquista do primeiro título de Libertadores da história do Inter. Quatro anos e muitas andanças depois, Fernandão está do outro lado. Enfrentará o Colorado gaúcho defendendo o Tricolor paulista em uma das semifinais da competição sul-americana, que terá uma pausa agora, devido à Copa do Mundo, e voltará apenas no dia 28 de julho. Fernandão – que não vai pra Copa – terá a chance de ajudar o São Paulo a dar o troco no rival, assim como já ajudou o time do Morumbi a saborear o gosto da vingança contra o Cruzeiro no meio de semana. Aliás, a evolução do time de Ricardo Gomes na Libertadores se deve, em muito, à chegada do centroavante. Confesso que não acreditava que a contratação dele daria certo, mas em apenas dois jogos com a camisa tricolor, além de ter participado diretamente de três, dos quatro gols são-paulinos contra os cruzeirenses, foi imprescindível na mudança de ânimo do grupo, e de quebra, colocou o Washington em seu devido lugar: o banco. Fernandão não só caiu como uma luva neste time, como se tornou o protagonista dele. Contra o Inter, pela Libertadores, Fernandão só voltará a jogar no final de julho, como eu já disse. Mas, devido a uma dessas boas ironias que só o futebol nos dá às vezes, neste domingo Inter e São Paulo se enfrentam pelo Brasileirão. E como neste momento o campeonato nacional passa a ser a prioridade no Morumbi (pelo menos nestes cinco jogos antes da Copa), acho pouco provável que Gomes não escale o “testa de ferro”, personagem principal deste confronto, para esta partida, que servirá como uma boa prévia do que poderá acontecer nos dois jogos da semifinal.
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 20h45
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Espanha Minha lista: Goleiros: Casillas (Real Madrid), Reina (Liverpool - ING) e V. Valdez (Barcelona) Zagueiros: Puyol (Barcelona), Piqué (Barcelona), Marchena (Valencia) e Albiol (Real Madrid) Laterais: Sergio Ramos (Real Madrid), Capdevilla (Villareal) e Arbeloa (Real Madrid) Volantes: Marcos Senna (Villareal), Xabi Alonso (Real Madrid) e Sergio Busquets (Barcelona) Meias: David Silva (Valencia), Fabregas (Arsenal - ING), Xavi (Barcelona) e Iniesta (Barcelona) Atacantes: David Villa (Valencia), Fernando Torres (Liverpool - ING), Güiza (Fenerbahce), Pedro (Barcelona) e Juan Mata (Valencia)
Apesar de acreditar que os meus 23 serão também os 23 do Del Bosque, eu só preciso mencionar que mais atacantes e menos laterais se deve ao fato de que o lateral direito titular Sergio Ramos também joga na zaga e o titular da zaga central Puyol também joga de lateral esquerdo. Então, não há muitos segredos nessa equipe. Exatamente por isso e também por termos aprendido com a equipe dos Estados Unidos na Copa das Confederações como vencer a Espanha, acho que todos já sabem o método. Assim como todos aprenderam com Mourinho como vencer o Barça. Só resta saber quem vai conseguir. Certamente, Chile, Suíça e Honduras não o farão, mas Portugal pode fazer nas oitavas, a Itália pode fazer nas quartas, a Argentina ou a Alemanha podem fazer na semifinal e o Brasil, a Inglaterra ou a Holanda podem fazer na final. É só jogar. Só manter a posse de bola e não dar espaço para o Xavi armar o jogo. "Só isso." Favorito, com certeza, mas como é Copa do Mundo, eu tenho minhas dúvidas. A tabela da Espanha é a mais difícil à partir da segunda fase. Tem condições de calar a boca de muitos. Mas acho difícil. Acredito mais na Argentina e na Alemanha. Vicente Del Bosque que se cuide. Copa do Mundo é outra coisa. E a Fúria costuma decepcionar. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 23h28
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Argentina Minha lista: Goleiros: Andujar (Estudiantes), Sergio Romero (AZ-Alkmaar - HOL) e Carrizo (Zaragoza - ESP) Zagueiros: Demichelis (Bayern de Munique - ALE), Samuel (Inter - ITA), Diaz (Getafe - ESP), Garay (Real Madrid - ESP) Laterais: Otamendi (Velez Sarsfield), Heinze (Olympique de Marselha - FRA), Zanetti (Inter - Ita) Volantes: Cambiasso (Inter - ITA), Gago (Real Madrid - ESP) e Mascherano (Liverpool - ING) Meias: Verón (Estudiantes), Riquelme (Boca Juniors), Maxi Rodriguez (Atlético de Madrid - ESP), Di Maria (Benfica - POR) Atacantes: Messi (Barcelona - ESP), Tevez (Manchester City - ING), Higuaín (Real Madrid - ESP), Sergio "Kun" Aguero (Atlético de Madrid - ESP) e Diego Milito (Inter - ITA)
Não difere muito do que Maradona deve convocar. Exceção feita a Riquelme, que não deve ir mesmo. E poucos querem. Apesar de não considerar o Riquelme O CRAQUE que muitos dizem ser, mas acho que ele faz muita falta. É uma cabeça pensante, como Verón. Imagine a Argentina com Messi voando, um Tevez mais decisivo e Higuaín ou Milito fazendo muitos gols. Ambos em grande fase e DUAS cabeças pensantes no meio-campo. O "problema" da Argentina de fato é a zaga e o gol. Nenhum selecionável convenceu até o momento. Porém, os que vivem melhor fase, definitivamente, são Samuel e Demichelis. Com Otamendi na lateral direita e Heinze na esquerda e Cambiasso marcando e aparecendo no meio, fica difícil jogar contra a Argentina de muita posse de bola e velocidade. Um meio-campo, de fato, um pouco lento, mas inteligente e que faz a bola correr para Messi, Higuaín e Tevez. Como todos devem perceber, meu titular da 9 argentina é o Higuaín. Um dos melhores jogadores do campeonato espanhol. Vem levando o Real nas costas. Jogando e sendo muito mais decisivo do que Cristiano Ronaldo e Kaká. A minha seleção não fica muito diferente da de Maradona: Andújar; Otamendi, Demichelis, Samuel e Heinze; Cambiasso, Verón e Riquelme; Messi, Tevez e Higuaín. Com Milito entrando sempre, ora no lugar de Higuaín, ora no de Tevez para Higuaín sair da área. Porém, a atitude tem que ser muito diferente. O time tem que voltar marcando muito forte a saída de bola e congestionar o meio campo. Sem isso o time fica vulnerável.
Maradona: Goleiros: Andujar (Estudiantes), Sergio Romero (AZ-Alkmaar - HOL) e Carrizo (Zaragoza - ESP) Zagueiros: Demichelis (Bayern de Munique - ALE), Samuel (Inter - ITA), Diaz (Getafe - ESP), Garay (Real Madrid - ESP) Laterais: Otamendi (Velez Sarsfield), Heinze (Olympique de Marselha - FRA), Zanetti (Inter - Ita) Volantes: Cambiasso (Inter - ITA), Mascherano (Liverpool - ING) e Bolatti (Fiorentina - ITA) Meias: Verón (Estudiantes), Jonas Gutierrez (Newcastle - ING), Maxi Rodriguez (Atlético de Madrid - ESP), Di Maria (Benfica - POR) Atacantes: Messi (Barcelona - ESP), Tevez (Manchester City - ING), Higuaín (Real Madrid - ESP), Sergio "Kun" Aguero (Atlético de Madrid - ESP) e Diego Milito (Inter - ITA)
Além desses selecionáveis, não sei quem sairia para a entrada do Palermo, que fez o gol da classificação da Argentina nas Eliminatórias. Nesse dia, Palermo carimbou seu passaporte. Não sei no lugar de quem. Além dele, as outras possibilidades de Bolatti para o meio se dá por conta da última declaração de Dom Diego sobre Gago, onde disse que o jovem volante do Real Madrid não tinha "culhões" ainda para jogar pela Argentina em uma Copa do Mundo. Talvez ele leve, inclusive, o Palermo ao invés de Bolatti e não leve Gutierrez no lugar de Riquelme, mas não é o que parece. O grupo parece um pouco fechado quanto a isso. O problema é que Maradona experimentou demais e agora tem problemas para fechar o elenco para o Mundial. Como não levar Palermo? Seu time titular não deve ter Tevez também. Maradona vem jogando com: Romero; Otamendi, Demichelis, Samuel e Heinze; Cambiasso, Mascherano, Maxi Rodrigues e Jonas (Di Maria); Messi e Higuaín (Milito). Eu não jogaria assim. Prefiro o Messi vindo mais de trás. Muito adiantado ele recebe menos a bola. Messi precisa de espaço para jogar. Talvez Guardiola tenha explicado isso a Maradona. Mas não tenho certeza se Dom Diego concorda. Espero que sim e espero que faça o Messi ser o grande jogador da Copa, pois (Não! Eu não estou torcendo para a Argentina. Mas devo reconhecer que...)... com Messi voando a Argentina vai longe e pode levantar o terceiro caneco. É favorita, com certeza. Mesmo com uma zaga razoável e sem goleiro confiável. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 23h10
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Listas A minha lista de amanhã seria
Goleiros: Julio César (Inter - ITA), Victor (Grêmio) e Diego Alves (Almería - ESP) Zagueiros: Lúcio (Inter - ITA), Juan (Roma - ITA), Luisão (Benfica - POR) e Thiago Silva (Milan - ITA) Laterais: Maicon (Inter - ITA), Daniel Alves (Barcelona - ESP), Marcelo (Real Madrid - ESP) Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos - GRE), Felipe Melo (Juventus - ITA) e Sandro (Internacional) Meias: Elano (Galatasaray - TUR), Kaká (Real Madird - ESP), Julio Baptista (Roma - ITA), Paulo Henrique Ganso (Santos) e Hernanes (São Paulo) Atacantes: Robinho (Santos), Luís Fabiano (Sevilla - ESP), Nilmar (Villareal - ESP), Grafite (Wolfsburg) e Alexandre Pato (Milan - ITA) DESTAQUES: Levaria Diego Alves como 3º goleiro como teria levado o Julio César em '06 (R. Ceni de titular, Marcos na reserva e o JC para pegar experiência. Em '06.). Ou seja, para treiná-lo para herdar a meta brasileira. Thiago Silva é melhor do que Miranda e Alex Silva. Ao menos mais confiável, por enfrentar quase sempre os prováveis adversários da seleção. O Primeiro Reserva de qualquer posição na zaga brasileira é Luisão. TS3 seria só em caso emergencial. Como eram Aldair e Marcio Santos em '94. Ele dá conta, se precisar. Melhor do que os zagueiros do São Paulo ou Naldo do Werder Bremen. De volantes eu levaria o Sandro também para pegar mais experiência. Eu sei que o Dunga é corporativista e adora o Josué. Por isso convoquei o Josué na lista do Dunga e não na minha. Pra mim, o Josué de 2005 e 2006 poderia estar nessa seleção de hoje. Mas o Josué de hoje não é um terço do que já foi. O Sandro é melhor e vive melhor fase. Além de ser bem mais confiável, vide Copa América e Copa das Confederações, onde o Josué tentou de todas as maneiras perder espaço na seleção de Dunga. Ah sim! Não levaria mais volantes pois a Minha Seleção só teria G. Silva OU F. Melo de volante titular. Não os dois, como é a de Dunga. Para as laterais, como vocês puderam perceber, só um lateral esquerdo: Marcelo. Titular incontestável do Real Madrid, destaque nas Olimpíadas e melhor do que Michel Bastos, que não é lateral já há 4 temporadas quando foi deslocado ainda no Lille em sua primeira temporada pelo clube. Inclusive foi apresentado pelo Lyon como Meia Esquerdo. Prefiro o Marcelo, porque joga como Zagallo. Cobre o meio campo na marcação bem aberta. Com 20 dias de treinamento joga e joga muito bem como lateral, posição de origem de onde só foi deslocado no segundo turno do espanhol. Para a meia, optei por Hernanes no lugar de Ramirez, por imaginar que Elano já faz bem essa função e Hernanes também poderia fazê-la. Caso Dunga queira dar velocidade pelo lado direito do meio campo pode optar por Daniel Alves nessa posição ou mesmo o próprio Hernanes que sabe acelerar o jogo e cai muito bem pelo lado direito do campo no ataque. Sem contar os serviços prestados durante a Olimíada onde era o homem mais recuado do meio campo brasileiro e fez muito bem a sua função jogando por ali. Deu conta do recado melhor do que alguns camisas 10 convocados pelo presidente que não fizeram por merecer. Além de acreditar que será um nome certo nas próximas convocações Pós-Copa. Para mim, essa posição de terceiro homem de meio campo pela direita pode ser de Ganso também, que é onde joga no Santos. Ronaldinho não entra na lista por já ter desperdiçado muitas chances e seus grandes momentos pela seleção brasileira se resumem a um golaço contra a Venezuela nas eliminatórias de '02, um gol de falta contra a Inglaterra nas quartas da mesma copa e um passe de calcanhar na goleada por 5 a 0 sobre o Equador em pleno Maracanã com o placar de 4. Jogo aliás onde ele marcou seu último gol pela seleção. Há 3 anos atrás Para ter 3 atacantes, Dunga pode optar por Pato aberto pela direita, que é como joga no Milan e abrir Robinho ainda mais na esquerda. Com Luís Fabiano dentro da área. Até mesmo Grafite pode fazer esse terceiro atacante mais perto da área com mais chegada de Ganso e Kaká mais próximos da área. Lembrando que Ganso e Kaká podem jogar nas posições em que Seedorf e Kaká ocupavam no Milan antes do brasileiro mudar para Madrid. No ataque levaria 5 exatamente por ter opções mais polivalentes do meio para a frente. Grafite pode jogar enfiado ou sair da área para fazer pivô ou tabelar. Em jogos contra times muito fechados, como é a tendência dessa Copa, Grafite e Nilmar são boas opções para um segundo tempo, pois cabeceiam muito bem. Grafite tem mais força que Nilmar e muito mais mobilidade que Adriano. Essa polivalência o credencia, na minha opinião, a ir ao mundial. Para os Vuvuzeladores, assistam o campeonato alemão e acompanhem mais o Grafite para cornetá-lo. Não é mais o Grafite do São Paulo, que já era bastante decisivo, é um Grafite muito mais maduro e que não sentiu o peso da amarelinha quando a vestiu e jogou, ao contrário de Diego Souza e cia. Pato, na minha opinião está à frente do Neymar por já ter mais experiência e jogar contra os adversários do Brasil toda rodada na Itália e na Champions League. Não que Neymar não tenha condições, mas acho que ele pode esperar a vez dele. Depois da Copa tudo muda. Neymar certamente terá a sua chance e fará muito bonito na Copa-14 aqui no Brasil, mesmo com 22 anos. Pato também. Mas Pato já ajudou mais a seleção e por serviços prestados acho que merece ser A Promessa junto com Ganso em 2010. Enfim. É isso, não levaria Adriano por motivos óbvios que eu espero que pesem e reafirmem a coerência de Dunga nesses 4 anos no comando da seleção. Falta treino, mija no campo durante o treino, vai em baile funk durante a semana, está gordo, não comemora gols, voltou a dizer que é imperador... falta humildade. O Adriano não é o Romário. O Romário fazia isso, mas salvava a seleção. O Adriano não salva nem o Flamengo, que dirá a seleção. E sem contar que foi um dos principais causadores das confusões e festas de '06. Parece que ninguém se lembra disso. Espero que o Dunga lembre e pare de querer "dar moral" pro Adriano a pedido de seus empresários. Copa do Mundo é coisa séria.
A lista do Dunga: Goleiros: Júlio César (Inter - ITA), Doni (Roma - ITA) e Victor (Grêmio) Zagueiros: Lúcio (Inter - ITA), Juan (Roma - ITA), Luisão (Benfica - POR) e Thiago Silva (Milan - ITA) Laterais: Maicon (Inter - ITA), Daniel Alves (Barcelona - ESP), Gilberto (Cruzeiro) e Michel Bastos (Lyon - FRA) Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos - GRE), Felipe Melo (Juventus - ITA) e Josué (Wolfsburg) Meias: Elano (Galatasaray - TUR), Kaká (Real Madird - ESP), Julio Baptista (Roma - ITA), Kléberson (Flamengo) e Ramirez (Benfica - POR) Atacantes: Robinho (Santos), Luís Fabiano (Sevilla - ESP), Nilmar (Villareal - ESP) e Adriano (Flamengo) Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 20h03
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Onde Ricardo errou na empreitada (quase) impossível de segurar o Santos e jogar. Lógico, Vuvuzeladores, é a minha opinião. Mas vejam como eu faria::
Com o time armado dess forma, o São Paulo não mudaria muito a forma de jogar que marcou a ascensão do time no Paulista e na Libertadores. Sem Marlos, o time perde mobilidade e o passe rápido que faziam com que a bola chegasse mais à área adversária. A opção, certamente seria a de colocar um jogador mais rápido e com bom passe e inteligência suficiente para acelerar o jogo. O sistema defensivo do Santos, como todos sabem funciona no campo de ataque muito melhor do que no campo de defesa. Parece estranho, mas é. A maior força de marcação do Santos está na marcação que os atacantes e meias fazem lá na frente e que facilita a vida do único volante Arouca e dos zagueiros e laterais do Santos. É diminuindo os espaços que, inteligentemente, Dorival Júnior armou um sistema defensivo rápido, inteligente e, por que não, chato. Os atacantes correm muito e pressionam os zagueiros e volantes enquanto os meias e defensores montam o sistema atrás da linha da bola. A marcação nunca é individual. Sempre por zona. Mas sempre com um no bote e outro na sobra. Por isso toda bola sobra pra um santista que já arma rapidamente o contra-ataque enquanto o time adversário ainda tenta se recompor defensivamente. Para anular isso, o time que enfrenta o Santos tem de jogar sempre com marcadores rápidos. Como Danilo e Pierre do Palmeiras, como Elias, Jucilei e Chicão do Cornthians, como Jean, Miranda e Júnior César do São Paulo, etc. Atenção sempre no primeiro passe. Com jogadores rápidos e habilidosos não se brinca, não se dá bote sem cobertura. Esperar o que o adversário vai fazer com a bola pode ser tarde demais. Assim como foi. Os Meninos da Vila improvisam muito e se movimentam muito. O jeito é marcar por zona também, como faz o Santos. Por isso Marlos era importante. E Gomes sabia disso, porém não contava com a malandrgem de Robinho e Neymar para cavar cartões. Primeiro erro. Eles sempre fazem isso. Faz parte do jogo deles. Nesse ponto, Cicinho é totalmente dispensável na lateral, assim como Richarlyson. Os dois são muito afobados nas laterais. Cicinho não marca muito bem e Richarlyson está voltando de contusão e já provou muitas vezes que não é bom na lateral. Pode ser útil na zaga e é bom no meio, mas na lateral se afoba, sobe muito, não cobre e principalmente, comete muitas faltas quando dá o primeiro bote e não sabe marcar lado a lado. Outro erro. Júnior César marca bem, ficou marcado por perder a bola e empurrar a bola pra dentro no primeiro gol santista no Morumbi, mas tem totais condições de ser o titular da lateral esquerda tricolor. Já no meio o erro foi maior. Com jogadores lentos, o time não só não consegue marcar os meias rápidos do Santos, como não consegue marcar a saída de bola do Santos. Muito menos recompor a marcação quando perde a bola. Errando passes como costuma o meio campo do São Paulo quando Cléber Santana joga, ficaria impossível manter alguma posse de bola. Surpreendentemente, o São Paulo até conseguiu por alguns minutos do primeiro tempo, dominar o meio, mas sem efetividade alguma. Nenhum pouco ofensivo. Menos ainda objetivo. Passes laterais só aumentama ansiedade do ataque tricolor e descansa os adversários. Então, por que Paraíba, com 34 anos e não Cleber Santana. Simples e objetivo: Paraíba conhece atalhos no campo e tem experiência o suficiente para orientar os companheiros e surpreender os adversários aparecendo na área ou mesmo com passes inteligentes. Algo que Cleber Santana nunca soube fazer. Seu jogo é mais cadenciado, com pouca movimentação, pouca mobilidade, pouca velocidade... só na troca de bolas procurando erros do adversário, o que não acontece quando se enfrenta o time de melhor campanha e sensação da temporada no país. Isso não ajuda o time. Ao contrário, atrapalha. E muito. O Fernandinho não sabia onde nem como se posicionar. Não recebia bolas, só tijolos. O ataque sem um centroavante só funciona com um bom meia apoiador e com boa chegada. Lembrando que Marcelinho Paraíba atua tanto o meio como no ataque, esse hibridismo faltou ao Cléber Santana que ficou, como sempre faz, recebendo bola, esperando um marcador chegar, prendedo mais um pouco para outro marcador abandonar sua marcação e encostar na sobra para alguém ficar livre e ele então tentar fazer um passe para alguém livre. Mas demora tanto que não consegue sequer fazer um passe para frente. Do outro lado, o time fica esperando a bola que nunca chega. Com Paraíba, o time roda mais, toca mais, chega à frente e puxa mais marcação pois Paraíba chuta muito e muito bem de fora da área também. O que falta ao camisa 8 São Paulino. Para envolver um time rápido e que não dá espaços como é o Santos, o São Paulo deveria criar esses espaços com dribles, movimentação, tabelas e chutes a gol. O que não acontecia com Santana, Dagoberto e Fernandinho. O time não explorou os lançamentos rápidos para os dois atacantes velocistas que jogaram sempre fora da área sem infiltração na área. Mesmo sem Washington, mas com Fernandinho, o time certamente renderia muito mais com Marcelinho Paraíba e Jean pela direita e Jorge Wagner e Júnior César pela esquerda, com Hernanes e Dagoberto abrindo espaços fora da área e tabelando e com Washington (ou mesmo o Fernandinho) fazendo a parede dento e fora da área para descompactar a defesa por zona do time da baixada. Para os que imaginam esse time muito ofensivo e vulnerável há a evidência do Santos que joga apenas com Arouca de volante e que, por origem, é terceiro ou quarto homem de meio de campo, mas que sabe marcar. O São Paulo, com Souto, volante de origem e alto com a possibilidade de ser um terceiro zagueiro se necessário e Hernanes no meio já consegue um poder de marcação mais forte e mais compacto. Jean e Júnior César cobrindo as saídas de Hernanes e JW completam a marcação mais adiantada do time. JW e Marcelinho fazem o primeiro combate juntamente com Dagoberto e, de certa forma Washington. Para jogar com atacantes rápidos, eles tem que voltar marcando e forte, porém sem falta. O que a falta de experiência de Marlos mostrou no primeiro jogo. Para ter 3 homens no meio, o time tem de adiantar a marcação. Adiantando um pouco os laterais para marcarem numa linha de 4 juntamente com o 2 volantes já diminui os espaços e libera sempre um volante para a cobertura. Essa linha de 4 faria com que o São Paulo jogasse com os 2 zagueiros recuados, Souto à sua frente protegendo e fazendo a cobertura (como um líbero, mas um pouco mais adiantado), Jean, Hernanes, JW e Júnior César marcando os meias pelo meio e os pontas pelas laterais e os atacantes Dagoberto, Washington e Paraíba dando os primeiros combates em Arouca ou nos laterais do Santos. Isso dificulta muito o primeiro passe do Santos e diminui os espaços e as possibilidades dos Meninos da Vila. Obviamente, todos nós sabemos que com a habilidade e a velocidade dos meninos, isso poderia só dificultar os caminhos do Santos e não mudaria em nada o resultado. Não sou Mãe Dinah, mas que o jogo certamente seria mais parelho, isso com certeza. Jogando assim e com mais seriedade, o São Paulo teria mais chances do que teve nos últimos dois domingos. Mas não soube usar as peças que tem, muito menos usar o adversário contra ele mesmo. Sem espaço o Santos joga. O São Paulo de Ricardo Gomes, com Cleber Santana, Cicinho e Richarlyson, já mostrou algumas vezes que não. O Santos mereceu e fez por merecer. O São Paulo parecia merecer quando ascendeu positivamente nas últimas rodadas, mas nas semifinais jogou fora suas possibilidades. Já passou a hora de experimentar. É hora de jogar e convencer. Com o Santos está fazendo. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 23h44
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Sobre bolinhas e o que (realmente) importa
Pois é, quando todo mundo achava que a tal da “taça das bolinhas” já tinha sumido, quebrado, ou tomado o mesmo fim que a Jules Rimet, eis que o assunto retorna das cinzas. Para os (poucos) desavisados leitores que não estão a par das aventuras bolísticas, o que acontece, grossíssimo modo, é o seguinte: a CBF, em 1975 – não me pergunte por que cargas d’água –, resolveu premiar o primeiro clube que conquistasse o pentacampeonato nacional. Mas a encrenca nos remonta ao ano de 1987, Ano Internacional dos Desabrigados, segundo a ONU (fato que nada tem a ver com o assunto). Pois bem, neste malfadado ano, a CBF simplesmente resolveu não promover o Campeonato Brasileiro, alegando “graves problemas financeiros”, entre outras coisas – detalhadas na brilhante matéria ‘Crise, Revolução e Traição’, de Ubiratan Leal, publicada na edição de maio de 2007 da Revista Trivela, também disponível no site da revista (www.trivela.com). Com isso, treze dos principais clubes brasileiros da época (Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, Internacional, Grêmio e Bahia) – considerando-se o tamanho de suas torcidas – resolveram formar uma liga, um clube: O Clube dos 13, que se responsabilizaria pelo campeonato nacional daquele ano, que acabaria sendo disputado em dois módulos. O Verde era patrocinado pela Globo e formado pelos 13 do Clube, mais Goiás, Coritiba e Santa Cruz, convidados a pedido da CBF. Esta, vendo o sucesso do módulo organizado pelo Clube dos Treze, organizou o Módulo Amarelo, que tinha o apoio do SBT e os seguintes times: América-RJ, Atlético-PR, Atlético-GO, Bangu, Ceará, Criciúma, CSA, Guarani, Internacional-SP, Joinville, Náutico, Portuguesa, Rio Branco-ES, Sport, Treze e Vitória. Os módulos acabaram sendo disputados quase que de maneira independente, até que a CBF resolveu propor que o campeão nacional daquele ano saísse do cruzamento entre os campeões das duas chaves. Flamengo e Internacional, que haviam disputado a final do Módulo Verde (vencida pelo Flamengo), negaram-se a disputar o quadrangular com Sport e Guarani, finalistas do Amarelo. Pernambucanos e campineiros acabaram decidindo o título, vencido pelo Leão da Ilha. A CBF assinou embaixo. Assim, o título conquistado pelo Flamengo em 1992 foi o quarto e não o quinto. O quinto só veio no ano passado. Portanto, na última quarta-feira (14) a CBF resolveu dar a “palavra final no assunto”. E a taça das bolinhas vai para...o São Paulo! Não foi novidade, pois a entidade só manteve sua decisão de 23 anos atrás. A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, disse que vai recorrer. Ela deveria é se preocupar com a situação de seu time na Libertadores, isso sim. E além do mais, pra mim pouco importa a decisão da CBF. O que vale é o sentimento do torcedor. Tenho certeza que o do Sport não passou a se sentir mais campeão. Ou menos o do Flamengo. Por mais desorganizada e polêmica que a tal Copa União tenha sido. E o São Paulo? Ah o São Paulo tem outras preocupações. O Santos neste domingo é uma delas... Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 15h18
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Óbvio Ululante x Sobrenatural de Almeida
O que esperar do clássico de hoje? Santos e Palmeiras se enfrentam na Vila Belmiro pela 14ª rodada do Paulistão. As duas equipes passam por momentos muito diferentes. O Peixe de Dorival Júnior nada de braçadas (ou melhor, de nadadeiras...) na liderança do campeonato, e vem de uma goleada por 10 a 0 sobre o Naviraiense-MS na última quarta-feira, pela Copa do Brasil. Com 32 pontos e sem perder desde o dia 24 de janeiro – de lá pra cá foram 11 vitórias e um empate, contando os dois jogos da Copa do Brasil –, os meninos da Vila são mais do que favoritos. Vale lembrar ainda que em matéria de clássico, o Santos não sabe o que é perder neste ano – venceu São Paulo e Corinthians (ambos por 2 a 1) e empatou com a Portuguesa (1 a 1). Pela lógica, hoje veremos uma goleada do Peixe sobre o Verdão. Mas quem disse que ela rege o futebol? Clássico é clássico, e vice-versa, já disse o outro. Não se espantem se o tumultuado Palmeiras de Antônio Carlos, que somou apenas três pontos nos últimos três jogos, e que está a 13 distante do líder e adversário deste domingo, surpreender o onze santista em plena Vila. Aliás, quem diria que o Palmeiras pudesse vencer o São Paulo por 2 a 0 (e com autoridade) poucos dias após levar uma surra do São Caetano e trocar de técnico? Para refrescar a memória dos palmeirenses – e dar-lhes um pouco mais de esperança – na última vez em que esteve na Vila Belmiro, o Verdão levou a melhor (de virada) sobre o Alvinegro praiano: 3 a 1 pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado. Os gols foram marcados por Luizinho, pelo Santos; e Diego Souza, Robert e Vagner Love, para o Palmeiras. Na história do ‘Clássico da Saudade’, que teve sua primeira partida disputada em 1915, o time de Palestra Itália leva uma boa vantagem sobre a equipe da Vila Belmiro. Em 290 confrontos, o Verdão soma 122 vitórias contra 91 do Santos, além de 77 empates. Os dois clubes já decidiram o Campeonato Paulista em quatro ocasiões (1927, 59, 68 e 96) e o Palmeiras só não ergueu o caneco em 68, salvo raro engano do Wikipédia. Enfim, Nelson Rodrigues diria que um resultado positivo do Santos sobre o Palmeiras, nesta tarde, seria o óbvio ululante. Da mesma forma, ele não se surpreenderia com uma vitória alviverde. Até porque, o Sobrenatural de Almeida, outra alcunha rodrigueana, tem uma preferência especial por clássicos. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 00h06
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A seleção e seus clichês
A seleção de Dunga está fechada para a Copa. Esse é o clichê mais ouvido dos últimos dias. Principalmente após a vitória da última terça-feira contra a Irlanda, em Londres. Com exceção de Luís Fabiano (no lugar de Adriano) e Elano (no de Ramires) lesionados, e da indefinida lateral esquerda (Michel Bastos? Gilberto? Daniel Alves? Talvez André Santos), o time que estreia no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, na África do Sul, não deve ser muito diferente do que venceu os irlandeses por 2 a 0. Você deve estar se perguntando “Mas e o Ronaldinho Gaúcho?”. Pois é, sua presença na Copa já não passa de uma ilusão/expectativa da maioria dos brasileiros, de vê-lo lá e de uma certeza na cabeça de Dunga, a de que ele está fora, é claro. Para ele, Gaúcho já teve suas oportunidades de mostrar um bom futebol na seleção, e não aproveitou. Para ele, Ronaldinho não estava disposto quando a seleção mais precisou. Para ele, o futebol do camisa 80 do Milan, não é eficiente, pragmático. Para ele, a opinião da mídia e da torcida em geral não importam muito. Para ele – e com uma certa razão – não há lógica (e nem justiça) em sacar um jogador que sempre correspondeu aos seus chamados durante esses últimos três anos e pouco (como Julio Baptista, por exemplo), para dar lugar a outro que já se negou à seleção outrora (disputa da Copa América de 2007) e que agora, nos últimos meses, vem demonstrando bom futebol no Campeonato Italiano. A solução, que não passa de mais um clichê, seria talvez sacar um lateral reserva para levar o Gaúcho. Mas é mais fácil nevar no Rio de Janeiro do que o treinador da seleção fazer tal ousadia. O fato (ou o clichê) é que Dunga encontrou um jeito de jogar, e conseguiu demonstrar que não precisa de Ronaldinho, apesar de nosso clamor por sua convocação. Pode não ser aquele futebol de encher os olhos (mais um clichê...), mas na base do pragmatismo e na primazia do resultado, o técnico da seleção montou uma defesa que não toma gols, e que os faz em número suficiente para vencer; esquema que lembra bastante o time campeão em 94, do qual Dunga, não por acaso, era o capitão. Vez ou outra, é claro, os jogadores brasileiros, teimosos que são, insistem em fazer uma jogada à brasileira, como foi o caso do segundo gol contra a Irlanda. Enfim, nestes pouco mais de dois meses até a convocação definitiva para a Copa do Mundo, Dunga terá de conviver com o apelo midiático e popular por Ronaldinho Gaúcho. Na minha opinião, convocá-lo para o Mundial seria uma atitude bastante saudável e até profilática para o treinador brasileiro. Trata-se de uma questão de divisão preventiva de responsabilidades. Suponhamos que Dunga convocasse Ronaldinho. Em caso de triunfo brasileiro na África do Sul, o treinador seria para sempre lembrado como o comandante da conquista do penta. Pouca gente pensaria talvez “ta vendo? Falei que era para convocar o Ronaldinho!”. E se a seleção perder, com Ronaldinho, Dunga ainda assim estaria parcialmente salvo, e poderia se agarrar no discurso “vocês pediram, e eu convoquei o Gaúcho!”. E além do mais, o futebol de Ronaldinho Gaúcho não é nem um pouco clichê...
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 18h12
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A seleção e seus clichês
A seleção de Dunga está fechada para a Copa. Esse é o clichê mais ouvido dos últimos dias. Principalmente após a vitória da última terça-feira contra a Irlanda, em Londres. Com exceção de Luís Fabiano (no lugar de Adriano) e Elano (no de Ramires) lesionados, e da indefinida lateral esquerda (Michel Bastos? Gilberto? Daniel Alves? Talvez André Santos), o time que estreia no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, na África do Sul, não deve ser muito diferente do que venceu os irlandeses por 2 a 0. Você deve estar se perguntando “Mas e o Ronaldinho Gaúcho?”. Pois é, sua presença na Copa já não passa de uma ilusão/expectativa da maioria dos brasileiros, de vê-lo lá e de uma certeza na cabeça de Dunga, a de que ele está fora, é claro. Para ele, Gaúcho já teve suas oportunidades de mostrar um bom futebol na seleção, e não aproveitou. Para ele, Ronaldinho não estava disposto quando a seleção mais precisou. Para ele, o futebol do camisa 80 do Milan, não é eficiente, pragmático. Para ele, a opinião da mídia e da torcida em geral não importam muito. Para ele – e com uma certa razão – não há lógica (e nem justiça) em sacar um jogador que sempre correspondeu aos seus chamados durante esses últimos três anos e pouco (como Julio Baptista, por exemplo), para dar lugar a outro que já se negou à seleção outrora (disputa da Copa América de 2007) e que agora, nos últimos meses, vem demonstrando bom futebol no Campeonato Italiano. A solução, que não passa de mais um clichê, seria talvez sacar um lateral reserva para levar o Gaúcho. Mas é mais fácil nevar no Rio de Janeiro do que o treinador da seleção fazer tal ousadia. O fato (ou o clichê) é que Dunga encontrou um jeito de jogar, e conseguiu demonstrar que não precisa de Ronaldinho, apesar de nosso clamor por sua convocação. Pode não ser aquele futebol de encher os olhos (mais um clichê...), mas na base do pragmatismo e na primazia do resultado, o técnico da seleção montou uma defesa que não toma gols, e que os faz em número suficiente para vencer; esquema que lembra bastante o time campeão em 94, do qual Dunga, não por acaso, era o capitão. Vez ou outra, é claro, os jogadores brasileiros, teimosos que são, insistem em fazer uma jogada à brasileira, como foi o caso do segundo gol contra a Irlanda. Enfim, nestes pouco mais de dois meses até a convocação definitiva para a Copa do Mundo, Dunga terá de conviver com o apelo midiático e popular por Ronaldinho Gaúcho. Na minha opinião, convocá-lo para o Mundial seria uma atitude bastante saudável e até profilática para o treinador brasileiro. Trata-se de uma questão de divisão preventiva de responsabilidades. Suponhamos que Dunga convocasse Ronaldinho. Em caso de triunfo brasileiro na África do Sul, o treinador seria para sempre lembrado como o comandante da conquista do penta. Pouca gente pensaria talvez “ta vendo? Falei que era para convocar o Ronaldinho!”. E se a seleção perder, com Ronaldinho, Dunga ainda assim estaria parcialmente salvo, e poderia se agarrar no discurso “vocês pediram, e eu convoquei o Gaúcho!”. E além do mais, o futebol de Ronaldinho Gaúcho não é nem um pouco clichê...
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 18h11
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A seleção e seus clichês
Por Pedro Guilherme Bombonato
A seleção de Dunga está fechada para a Copa. Esse é o clichê mais ouvido dos últimos dias. Principalmente após a vitória da última terça-feira contra a Irlanda, em Londres. Com exceção de Luís Fabiano (no lugar de Adriano) e Elano (no de Ramires) lesionados, e da indefinida lateral esquerda (Michel Bastos? Gilberto? Daniel Alves? Talvez André Santos), o time que estreia no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, na África do Sul, não deve ser muito diferente do que venceu os irlandeses por 2 a 0. Você deve estar se perguntando “Mas e o Ronaldinho Gaúcho?”. Pois é, sua presença na Copa já não passa de uma ilusão/expectativa da maioria dos brasileiros, de vê-lo lá e de uma certeza na cabeça de Dunga, a de que ele está fora, é claro. Para ele, Gaúcho já teve suas oportunidades de mostrar um bom futebol na seleção, e não aproveitou. Para ele, Ronaldinho não estava disposto quando a seleção mais precisou. Para ele, o futebol do camisa 80 do Milan, não é eficiente, pragmático. Para ele, a opinião da mídia e da torcida em geral não importam muito. Para ele – e com uma certa razão – não há lógica (e nem justiça) em sacar um jogador que sempre correspondeu aos seus chamados durante esses últimos três anos e pouco (como Julio Baptista, por exemplo), para dar lugar a outro que já se negou à seleção outrora (disputa da Copa América de 2007) e que agora, nos últimos meses, vem demonstrando bom futebol no Campeonato Italiano. A solução, que não passa de mais um clichê, seria talvez sacar um lateral reserva para levar o Gaúcho. Mas é mais fácil nevar no Rio de Janeiro do que o treinador da seleção fazer tal ousadia. O fato (ou o clichê) é que Dunga encontrou um jeito de jogar, e conseguiu demonstrar que não precisa de Ronaldinho, apesar de nosso clamor por sua convocação. Pode não ser aquele futebol de encher os olhos (mais um clichê...), mas na base do pragmatismo e na primazia do resultado, o técnico da seleção montou uma defesa que não toma gols, e que os faz em número suficiente para vencer; esquema que lembra bastante o time campeão em 94, do qual Dunga, não por acaso, era o capitão. Vez ou outra, é claro, os jogadores brasileiros, teimosos que são, insistem em fazer uma jogada à brasileira, como foi o caso do segundo gol contra a Irlanda. Enfim, nestes pouco mais de dois meses até a convocação definitiva para a Copa do Mundo, Dunga terá de conviver com o apelo midiático e popular por Ronaldinho Gaúcho. Na minha opinião, convocá-lo para o Mundial seria uma atitude bastante saudável e até profilática para o treinador brasileiro. Trata-se de uma questão de divisão preventiva de responsabilidades. Suponhamos que Dunga convocasse Ronaldinho. Em caso de triunfo brasileiro na África do Sul, o treinador seria para sempre lembrado como o comandante da conquista do penta. Pouca gente pensaria talvez “ta vendo? Falei que era para convocar o Ronaldinho!”. E se a seleção perder, com Ronaldinho, Dunga ainda assim estaria parcialmente salvo, e poderia se agarrar no discurso “vocês pediram, e eu convoquei o Gaúcho!”. E além do mais, o futebol de Ronaldinho Gaúcho não é nem um pouco clichê... Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 18h07
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Molecagem, Clássico e Seleção Por Pedro Guilherme Bombonato
No clássico do último domingo, o Corinthians tomou um passeio da molecada santista na Vila Belmiro. Passeio com direito a chapéu com jogo parado (Neymar em Chicão) e a luxos extras, como pênalti perdido (de Neymar, defendido por Felipe). Eu diria até que o time corintiano, ao final do jogo, pôde comemorar a vantagem de apenas um gol da equipe santista, que nem precisou de Robinho para dar show. Só no primeiro tempo, os meninos de Dorival poderiam ter aberto três ou quatro gols sobre os experientes de Mano. Aliás, não entendi as palmas irônicas e os sorrisos amarelos dele após o pênalti cometido por Roberto Carlos em Marquinhos, logo aos cinco minutos de jogo. O juiz não favoreceu o Corinthians durante a partida, e as palmas, Mano, são todas para o Peixe, e sem ironia. E cadê a bola do Roberto Carlos? Contra o Palmeiras, ele foi expulso logo aos oito do primeiro tempo. Contra o Racing, na estreia da Libertadores, cartão amarelo, que poderia muito bem ter sido vermelho. Contra o Santos, nova expulsão. Pra ser expulso jogo sim, jogo não, o Corinthians já tem Escudero para a lateral esquerda. E o engraçado é que RC foi contratado pela experiência, grandes títulos conquistados, e tudo mais...no entanto o que se viu até agora foi um jogador nervoso e afobado, principalmente nos jogos mais importantes da equipe. O Santos, com sua molecagem e seu futebol alegre, lidera o Paulistão e praticamente já se garantiu na segunda fase. As apresentações de Neymar, Ganso, André e companhia têm sido, de longe, o que de melhor acontece neste campeonato. O futebol brasileiro precisa disso, pelo menos em suas competições internas, já que o “futebol-arte”, que consagrou o Brasil nas Copas de 58, 62 e 70, vem morrendo aos poucos na Seleção, principalmente a partir de 82, quando o futebol bonito foi derrotado no Mundial da Espanha. Aproveitando o parêntese, a equipe de Dunga faz nesta terça-feira o último amistoso antes da Copa do Mundo. O jogo é contra a Irlanda, em Londres, às 17h00. Dunga deve aproveitar para resolver algumas dúvidas, como a lateral esquerda e um quarto elemento para o ataque (já que Luís Fabiano, Robinho e Nilmar parecem já estar garantidos). Como a última impressão (geralmente) é a que fica, essa é uma boa oportunidade para jogadores como Adriano e Grafite (convocado para a vaga de Luís Fabiano, lesionado) mostrarem que têm condições de estar na África do Sul. Embora, é claro, muita água ainda deve correr até maio, quando Dunga fará o anúncio da convocação definitiva para a Copa. Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 15h41
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Futebol de Botão 2: Palmeiras Hoje, aniversário da cidade de São Paulo, gostaria de colocar a prancheta do campeão da Copa São Paulo, mas no time dos profissionais. Porém, o São Paulo fez algumas contratações nos últimos dias e ainda preciso repensar minha escalação sem a empolgação da novidade. Talvez Alex Silva, Cléber Santana e Rodrigo Souto tenham, de fato, lugar no time, mas isso merece ainda alguma reflexão. Então, enquanto não defino ainda a prancheta do São Paulo em 2010 e o Santos ainda espera por Robinho, vou postar (na verdade estou postando, mas como o gerúndio foi proibido no DF, prefiro não me meter com aquela turminha de lá...) a prancheta do Palmeiras de 2010. Será, talvez, a escalação mais polêmica, mas mesmo assim acho que vou conseguir me justificar. Ou espero..Aí vai!
PALMEIRAS 2010:
Como todos puderam perceber, poucas novidades nos nomes, mas o esquema mudaria bastante dessa forma. Acho que o time jogaria com mais segurança e diminuiria bastante os espaços e corredores que o sistema defensivo do Palmeiras proporcionou a seus adversários em 2009. No gol, segue o melhor goleiro do Brasil, Marcos. Ou São Marcos, como prefiro chamá-lo. Nada a declarar. Definitivamente não há dúvidas quanto à sua qualidade e importância em campo. Torcemos somente para não sofrer mais com as contusões que tanto o prejudicaram nos últimos anos. A sua frente, estão dois grandes zagueiros que tem tudo para formar uma fortíssima dupla de zaga. Danilo, um dos melhores zagueiros centrais do país, mantendo sua velocidade, poder de reação e inteligência tem tudo para se tornar também um líder em campo. Acho que 2010 será seu ano de afirmação. Se o Palmeiras não o perder na janela de Julho, o zagueiro tem tudo para se firmar e almejar até mesmo uma vaguinha na reformulação natural da Seleção pós-Copa. É um ótimo zagueiro. Ao seu lado, Léo. Um ótimo zagueiro que vem da escola gremista de quartos-zagueiros: Adílson Batista, Ânderson Polga, Claudiomiro, Paulão, Capone, Geraldão e Réver, não pode, de fato ser comparado a muitos desses, mas segue a tradição de bons valores que o Grêmio forma na posição. Léo não é melhor do que Réver, mas era seu parceiro ideal. Com Danilo a seu lado dando os combates e marcando atacantes velocistas, Léo faz muito bem o desarme e é bom no jogo aéreo. Devem formar uma dupla interessante para o esquema do time. Pierre faz muito bem o papel de terceiro zagueiro e sabe sair para o jogo, pois tem bom passe. Fazendo a segurança da zaga, Pierre é o Leão de Chácara ideal para o sistema defensivo de um time que joga muito com a bola no pé. Os laterais, era de se esperar, coloquei os estrangeiros do time. Figueroa na direita foi, para mim, a revelação do time em 2009. Uma ótima contratação. Marca bem, sobe só na boa e tem ótimo passe curto e longo. Às vezes se precipita nos cruzamentos, armando alguns contra-ataques perigosos. Por isso poderia ir mais à linha de fundo, pois cruza muito melhor do que Armero, que faz mais as jogadas de linha de fundo e também é um bom lateral, mas tem as suas deficiências claras. Se lança ao ataque e precisa de muita cobertura, sobrecarregando um pouco Pierre e, consequentemente, deixando o meio mais vulnerável, já que Pierre sempre acaba caindo para a esquerda para cobrir os espaços deixados por Armero. Tenho certeza de que Muricy ainda pode dar um jeito nisso treinando mais o Colombiano. No meio-campo, Pierre teria a companhia do ótimo Márcio Araújo. Um dos melhores volantes do país, MA dificilmente erra passes, aparece bem à frente e consegue cadenciar o jogo com Cleiton Xavier. Tem um forte poder de desarme, mas peca um pouco na marcação em alguns momentos. Quando Muricy precisar anular um meia adversário, MA pode não dar conta. É mais um jogador para levar a bola da defesa para o ataque pois rouba muitas bolas e tem ótimo passe. Outra interessante contratação do Verdão. Completando o meio, Cleiton Xavier e Diego Souza se completam de forma que qualquer time do mundo precisa. CX além de armar muito bem o jogo e construir muitas jogadas, tem a bola parada com arma e será novamente um dos maiores assistentes do Brasil em 2010. Importantíssimo para o time, que sentiu a sua ausência nas últimas rodadas do BR-09, CX tem em DS um companheiro e tanto para as jogadas ofensivas. CX fica mais na armação e ainda marca bem no meio, liberando Diego Souza para encontrar espaços no campo adversário. Diego Souza no esquema com três homens de meio de campo e com dois atacantes, teria muito mais espaço para jogar, carregar a bola e tabelar perto da área. Como segundo atacante, Diego Souza fica subaproveitado, pois seu poder de marcação não é tão útil quanto com essa liberdade e companhia de outro atacante rápido. Que, na minha escalação, seria Lenny. Diego e Lenny seriam como dois pontas que marcam a saída de bola adversária com muita qualidade. DS começou no Fluminense como segundo volante. Essa característica de marcação é uma arma da qual o time pode se aproveitar muito mais com um outro companheiro na marcação aos zagueiros adversários. Robert, completando o ataque seria o pivô que Muricy Ramalho tanto admira, mesmo com suas limitações, ele é, sem dúvida, a melhor opção para o comando de ataque. Robert joga sempre com muito empenho e tem boa presença de área. Com Diego Souza aberto chegando com a bola dominada e Lenny que tem bom drible, Robert seria menos sobrecarregado nas funções de definição, pois o time do Palmeiras chuta muito mais com mais um atacante no lugar do meia Deyvid Sacconi. Diego Souza vindo de frente carregando a bola, Cleiton Xavier armando o time do meio pra frente e Lenny com sua qualidade de drible e de prender a bola na frente, tornaria o Palmeiras de 2010 um time com muito mais posse de bola e mais envolvente. Os laterais, certamente subiriam um pouco menos, pois os jogadores de frente jogariam mais abertos oferecendo aos meias mais chegada de frente para o gol e Robert puxa mais a marcação de dentro para fora da área fazendo o pivô e seria uma boa opção de bola aérea junto com Diego Souza. Na marcação da saída de bola, o time se fortalece sobrecarregando menos os atacantes que correm menos para apertar a marcação e se desgastam menos. Diego Souza parece cansar mais jogando como segundo atacante, o que compromete sua habilidade de carregar a bola e puxar contra-ataques juntamente com Armero e Lenny o Palmeiras fica mais rápido e decisivo e com mais opções. A polêmica entrada de Lenny está legitimamente centrada na falta de regularidade do (ainda) jovem jogador que surgiu como promessa no Fluminense em 2007 e até agora não emplacou. Somente com bons treinos, o atacante pode buscar uma vaga nesse time titular do Verdão. Agora depende dele. A opção por Deyvid Sacconi é válida, porém congestiona o meio e isola Robert demais dentro da área, forçando os chuveirinhos, clássica estratégia de Muricy. Isso deixa o time mais previsível e marcável. A vida boa de DS e CX pode acabar rapidinho quando o Palmeiras enfrentar times de marcação mais forte, pois sobraria somente os cruzamentos na área e os chutes de longa distância, limitando, a meu ver, a capacidade do time de chegar equilibrado ao ataque e se com posse de bola à frente e contando demais com a habilidade de Diego Souza e sua capacidade de decidir os jogos. Todo grande time precisa de craques, mas os craques também precisam de bons times. Com mais posse de bola, e isso é óbvio, os craques tem mais chances de decidir. Três meias fechando para o meio congestiona o meio e força a subida dos dois laterais ao mesmo tempo, o que compromete o time defensivamente sobrecarregando Pierre e Márcio Araújo e isso pode ser fatal e decisivo contra o time do Palestra Itália. Acho que o Diego Souza rende mais chegando de trás com a bola dominada do que jogando de lado ou de costas para o gol, com mais gente à sua frente o meia pode ser mais ainda decisivo e dar mais alegrias à nação palmeirense. Resta ao treinador, Muricy Ramalho, encontrar essa melhor forma. Aqui foi a minha ideia. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 21h11
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Futebol de Botão 1: Corinthians Início de temporada é tempo de todos virarem técnicos de todos os times do Brasil e tempo de tirar o pó daquele tabuleiro de botão e montar as equipes. Com base nos times de botão que estou montando para 2010 e também com alguma dose de realidade, vou aqui dar os meus pitacos/conselhos (muito pretensiosamente) para os técnicos de algumas equipes do Brasil e quiçá do mundo, se me aparecer alguma ocupação que me livre do ócio embriagante em que me encontro nesse período de férias. Hoje começo pelo mais badalado, estrelado e de folha de pagamentos mais gorda (sem trocadilhos, moçada) do Brasil. O Todo Poderoso Timão, que completa, ao mesmo tempo 100 anos de vida e 10 anos do seu Título Mundial da FIFA. Aliás, parabéns Corintianos. 2010 é ano de comemorar muito dentro e fora das quatro linhas. Muito além da bola.
Montei o Corinthians no 4-3-3 que o Mano Menezes fez jogar tão bem no primeiro semestre de 2009. Porém com algumas modificações táticas importantes e com algumas cogitações mais baseadas em memórias e impressões do passado e do presente. É um esquema que faz o time jogar, marcar e não desgasta tanto nenhum dos "vovôs" contratados para o ano do centenário. O time é bom, o elenco é o melhor do Brasil, sem dúvida e, principalmente, é muito bem armado pelo melhor técnico do país. Começando pelo gol, vem Felipe que, apesar de não ser o goleiro ideal para o Timão, é um bom goleiro e tem alguns jogos inspirados e decisivos. Espera-se só que sejam mais frequentes os dias inspirados do arqueiro alvinegro. Pode ser o ano definitivo de Felipe, só depende dele mesmo. Na zaga, mative Chicão e Willian , pois são, para mim, a melhor dupla de zaga do Brasil. Chicão no bote e Willian mais na contensão, os dois se completam, formando um fortíssimo miolo de zaga. Nas laterais, duas grandes incógnitas. É certo que Alessadro é um ótimo lateral direito e que ROberto Carlos tem talento indiscutível. O que não se sabe é se Alessandro vai manter o seu ritmo de contusões ou se terá uma sequência boa em 2010. E Roberto Carlos, na esquerda é de fato um dos maiores laterais esquerdos de todos os tempo. Extremamente habilidoso, forte, rápido e equilibrado, Roberto Carlos pode ser o ponto de equilíbrio desse time. Isso é o que sabemos que RC pode ser, pois tem todas essas qualidades. Agora, se poderá se utilizar de tanta qualidade, não podemos afirmar tão logo. É fato que 20% do que jogou em seu auge já será o melhor lateral esquerdo em atividade no nosso futebol e regularidade o jogador já demonstrou ter. Parece bastante empenhado e motivado. Certamente será útil ao Corinthians, o quanto, só o tempo dirá. O meio-campo do Alvinegro paulistano é, certamente, o setor mais polêmico do time. Com 4 volantes de altíssimo nível (Elias, Edu, Marcelo Mattos e Jucilei) mais dois volantes bons (Ralf e Boquita) e apenas 2 vagas, Mano terá boas possibilidades para armar o time. Escolhi a dupla Marcelo Mattos e Elias por acreditar que a dupla se completa em muitos aspectos. Marcelo Mattos é um jogador mais de pegada pra marcar mais próximo da área e Elias seria o jogador mais avançado com um forte poder de marcação também, mas para dar um primeiro combate nos meias adversários. Elias seria também o volante mais armador e com mais chegada na frente enquanto MM subiria somente “na boa”, pois pode fazer a função da cobertura. Além de Ralf, MM é o único volante com tais características de fazer a cobertura dos laterais e zagueiros. Escolhi MM e Elias também por serem bons roubadores de bola e com melhor chute de longa distância. Como estou armando o time principal, que disputará a competição prioritária para o Corinthians, que é a Libertadores, sabemos que a importância dessas características é ululante, pois dois ladrões de bola com bom chute são essenciais para jogos fora de casa. Por mais que Edu seja também um bom volante com chegada e bom nas roubadas de bola, lhe falta tanto vigor físico quanto lhe sobra de habilidade e requinte de passe. Na Libertadores, os toques são curtos e a movimentação é mais do que essencial. Contra times fechados com duas linhas de 4, como jogam Cerro Porteño e Independiente de Medellin, não haverá muito espaço para os meias e para as infiltrações. A não ser no caso do Corinthians jogar no contra-ataque, o que não se imagina que aconteça muito com um dos favoritos ao título. Contar somente com a qualidade decisiva do Ronaldo também não será suficiente. Os volantes terão de jogar. Dependendo do jogo, Jucielei será uma opção até para a lateral direita, pois aumentaria o poder de marcação pela direita para liberar os volantes e RC pela esquerda, além de ter também bom passe e chegada. O vigor físico, como já disse é importantíssimo na competição sulamericana. Outra opção para o meio seria uma troca de Alessandro por Escudero ou Paulo André, para mudar o esquema para o 3-4-3, de forma a liberar mais ainda os meias e alas segurando um pouco mais o bom Jorge Henrique. Completando o meio de campo, coloquei o Danilo na armação. Apesar de se esconder em campo às vezes, Danilo já mostrou capacidade de resolver jogos. Jogou muito bem todos os seus jogos pelo São Paulo na Libertadores em 2005 e 2006. Além de suas qualidades individuais como o bom passe e a marcação, Danilo tem a seu favor uma movimentação muito boa e inversão de jogadas com o lateral. Muitas vezes Danilo e Júnior invertiam de posição atrapalhando a marcação adversário. Essa possibilidade é riquíssima para o Corinthians, pois Danilo pode abrir para a esquerda dando opção não só às subidas de RC, mas também de inversão com Iarley, que poderia puxar a marcação para fora da área e ainda aparecer como mais uma opção de frente para o gol, como jogava no Internacional e no Goiás, como segundo atacante mais centralizado e com mais mobilidade na frente da área. As outras opções para a armação corintiana Tcheco, Defederico e Morais são ótimas opções para Mano alterar o esquema do Corinthians ao longo do jogo ou em jogos mais tranquilos, pois desses outros três, só Tcheco tem qualidade na marcação. Defederico e Morais são mais meia-atacantes do que meia-armadores. No caso de o jogo ficar muito duro, Tcheco pode substituir tanto Danilo como Iarley para segurar um pouco mais a posse de bola e segurar mais o jogo. Com essa mobilidade de Danilo e a chegada dos laterais e Elias, o Corinthians mantém um pouco sua forma de jogar, mas muda para um time menos “marcável” pois Douglas e Dentinho tinham opções bem definidas e quem cobria as subidas de André Santos era Cristian. Agora, com as caídas de Danilo para a lateral esquerda, Roberto Carlos centralizaria o jogo mais recuado para a armação de Iarley e facilitaria a presença mais ofensiva do time também com Elias mais centralizado e RC mais à esquerda com Jorge Henrique completando a ala direita. O time jogaria mais aberto e envolvente com bom toque de bola e boas possibilidades de tabelas, infiltração e chutes de longa e média distância. Além de fazer com que a bola chegue mais e mais “redonda” para Ronaldo. Além desses jogadores, o time de Mano Menezes, na minha armação, jogaria ainda com Iarley aberto pela esquerda, mas com muito mais mobilidade do que Dentinho, como era ano passado, pela possibilidade de inversão com Danilo e mais presença de área, já que o time seria mais envolvente. Iarley pode também armar jogadas, tabelar com Ronaldo e chutar a gol, técnicas que Dentinho ainda precisa evoluir bastante. Mas o jovem atacante da base corintiana seria uma ótima opção para o segundo tempo, para dar aquela “correria” em cima de zagueiros mais cansados. Com Ronaldo no meio, Iarley pode jogar mais livre e Jorge Henrique seria ainda mais importante na volta do ataque e nos contra-ataques corintianos carregando a bola até a área adversária. Com muitos jogadores técnicos, o time precisa de uma opção de mais velocidade, pois Danilo, RC, Iarley e Alessandro fazem a bola correr mais do que correm. Com Elias e Jorge Henrique carregando a bola nos contra-ataques e encontrando Ronaldo na área o time consegue jogar tanto com a bola nos pés quanto em contra-ataques. Isso faria o time mais completo. Caso o time precise de mais velocidade, vale trocar Iarley por Morais ou Dentinho e Danilo por Defederico para o time correr mais sem perder muito poder de marcação, mas JH ficaria mais comprometido com a marcação. O time ficaria mais veloz, mas um pouco mais vulnerável, para um momento de tudo ou nada, Mano teria mais opções. Até mesmo colocando Edno no meio ou no comando de ataque ao lado de Ronaldo. Para vencer a Libertadores, mais do que um bom elenco, um time tem que ter um bom time e boas alternativas de mudança do esquema tático. Isso não falta ao Corinthians de 2010. Talvez brigas de ego possam atrapalhar, mas acredito que Mano tem todos os requisitos para contornar isso da melhor forma possível, pois é um técnico sério e obstinado a vencer, tem a confiança dos jogadores e sabe o momento e a posição certa para cada jogador. Esse time tem tudo para levar todos os campeonatos se não sofrer um desmanche em julho. Propostas virão. O lado bom é que o elenco deixa o torcedor mais tranquilo quanto a isso, porque há peças de reposição para todas as posições. O único risco que o timão tem é de perder os dois zagueiros e Ronaldo. O banco do Corinthians é, sem dúvida, um bom time. O goleiro Júlio César é muito bom, o mesmo se pode dizer do zagueiro Paulo André. Moacir é um bom reserva para a lateral e o meio, mas um pouco afobado. Balbuena e Escudero são razoáveis e podem completar a zaga sem muitos problemas se acompanhados por Willian ou Chicão. Jucilei, Edu, Tcheco, Defederico, Dentinho e Edno formariam meio-campo e ataque de muitas equipes grandes do país. Controlar os egos será difícil, mas controlados os egos, esse time vai voar e ganhar muita coisa no ano do centenário. Obviamente nada ocorrerá sem o sofrimento típico da nação corintiana. Corintianos. Podem ficar animados com esse time. Acredito que o Mano vá armar o time com Tcheco na meio ao invés de Danilo, mas certamente fará um bom uso do esquema que eu estou postando, pois ele conhece essas opções que eu comentei. Não há novidade nenhuma. É só a forma como EU armaria o time. Mas quem escala é o Mano. Boa sorte para ele e para a nação alvinegra! Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 00h20
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Bons grupos ou não? Sorteio acabado, o mundo futebolistico esta a mil! Gostei dos grupos, mas queria que o Brasil pegasse a França logo na primeira fase, por que estou aqui, e por que estou com eles esgasgado ainda. O Grupo do Brasil é forte, so que o sorteio foi bom para nos. Pegamos a Coreia do Norte, barbada, e ja garantimos 3 pontos e saldo de gols. Ai vem Costa do Marfin, time forte, rapido, que tem o otimo Drogba, mas ue ainda esta em ascenção. Passamos por eles com dificuldades mas ai enfrantamos Portugal ja classificados, ou seja, nao é tão dificil assim. Grupos que eu considero muito fortes são o da Argentina e da Alemanha. Nossos amados pegam Coreia do Sul, Nigeria e Grécia. Nenhum deles é tão expressivo como portugal, mas são adversarios chatissimos, os primeiros muito velozes e os gregos muito fortes. Ja a Alemanha pega Australia Servia e Gana. Servia vem muito bem, Gana é o Melhor africano, e a australia sempre corre muito. Italia, Espanha e Inglaterra estão com vida facil, sim! Holanda vai ter que correr um pouco mais por que camaroneses e dinamarqueses sempre dão trabalho, mas passam em primeiro também. Por fim, um grupo interanssantissimo: Africa do Sul, Uruguai, França e México. Imprevisivel. vou torcer pelo Uruguai e pelos sulafricanos também, pela torcida, mas a França tem mais que a mão de Henry, tem jogadores de seleção campeã, como Henry é claro! Quem ja se arrisca a dizer quem pega quem nas oitavas?? Depois dou o meu palpite. Tharton Manetti Escrito por Tharton Manetti às 14h12
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Nem sempre a justiça abraça com o futebol... Ontem fiquei acordao até à uma da madrugada... essa diferença de 3 horas ainda me mata... tudo isso para ver a final da sumamericana. Sou mais um apaixonado por futebol que esta encantado com o Fluminense, com o Fred e o Conca. E como diria meu poeta Victor: foi tudo tão bonito mas voou para o infinito... Parecia tudo magico, a torcida do fluminense estava vibrante como jamais se viu e os jogadores com o espirito de batalha. Começou o jogo e 1 a 0. LDU perde um jogador. Flu 2 a 0. No intervalo todos permanescem no campo, sentindo a energia. Segundo tempo e 3 a 0 aos 30 minutos. Se alguem não acreditava, agora estava certo do desfecho da partida. Entao o gigante Fred é expulso e escutamos muitos comentaristas, que jamais chutaram uma bola num campinho de varzea que seja, falar que ele deveria ter mantido a cabeça fria, como capitão e referencia deveria ter mais tranquilidade. Conversa. Sabemos o quanto ficamos nervosos diante das injustiças, ainda mais depois de tudo que esses jogadores do time das laranjeiras vem fazendo, e o senhor arbitro esteve muito mal ontem. Permitiu a famosa cera, mas dessa vez foi mais que descarada. Somando por baixo dava uns 12 minutos de acréscimo, ele deu 4. Enfim, a Liga ainda teve mais um expulso, e o Flu tentou o precioso tento a todo custo, com direito a goleiro na area e tudo! Mas não deu. Ai é que entra o titulo deste texto. Como um time que fez o que fez ontem não foi campeão? Mais, como um time que superou batalhas mortais no Paraguai e Peru não foi campeão? Por que? Era mais justo a LDU ter ganhado? Não acredito. Querendo ou não a altitude foi o maior trunfo deles na semi e na final, e isso é justo? Palmas para o Fluminense, valente, guerreiro, mas que tem uma derradeira batalha para vencer sua guerra. Domingo no Parana, espero que os jogadores façam bonito. Por que a gente sabe que os outros jogos ja estão vendidos mesmo. Depois de ir dormir as 3 e acordar as 7, dou-me o direito de uma sonequinha a tarde! Tharton Manetti Escrito por Tharton Manetti às 10h07
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Vamos ouvir o Kfouri! A discução sobre o campeonato brasileiro ser por pontos corridos ou por mata-mata existe desde 2003 quando o modulo atual começou. Mas não quero aqui entrar nos méritos desta questão. Particularmente, sou a favor do mata-mata (minha opinião), porque sinto falta daqueles combates historicos entres grandes equipes nas semi finais e finais do brasileirão, coisa que a Copa do Brasil não nos oferece a um bom tempo. Mas de qualquer forma, este ano o campeonato foi muito agradavel, o melhor até então, até aqui. Nas duas ultimas rodadas as equipes sem pretenções estão fazendo um papel mediocre, ridiculo para o nosso futebol, abdicando de vencer e honrar seus torcedores. E com isso, a ponta da tabela esta sendo totalmente modificada. Quem assistiu ao teatro do Corinthians (a arbitragem foi mais uma vez triste também), quem esta vendo o que o Grêmio vai fazer na ultima rodada, sabe que no fim das contas o resultado do campeonato poderia ser outro. Por isso, apos ler o blog do Juca Kfouri, tenho que concordar com a sua opinião: no proximo ano o calendario do campeonato deveria prever classicos estaduais na ultima rodada. So assim para times grandes não fazerem esse papel mediocre, ai não tem desculpa, se perder da o titulo ao adversario também, mas no caso seu maior rival. Bom, e o que vocês acham? Tharton Manetti Escrito por Tharton Manetti às 14h47
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Igual eu nunca vi!
Falem a verdade, alguém ja viu um gol como o do Diego Souza ontem? Gols do meio do campo ja vi aos montes: Beckham pelo Man Utd e pelo Galaxye, Fred pelo américa (o segundo gol mais rapido da historia), não lembro o nome do jogador mas era da Lusa (e foi contra o São Paulo), enfim, até o Palermo fez um estes tempos. Mas com tamanha beleza talvez não existe. A bola estava no ar e ele pegou de primeira, meio de voleio, e a danada caiu dentro do gol. Quem não estivesse prestando muita atenção à partida talvez não tenha entendido o que aconteceu. Mas o replay não nega, que gol! O mais bonito do brasileirão, um dos mais belos da historia. Entretanto... acho muito dificil o flamengo não ser campeão agora, esta muito facil. O grêmio esta louco para perder a partida e ver o Inter chorar e chorar. Mas pelo menos o jogo do Palmeiras contra o Atlético deixou claro que o time não amarelou, nem nada, com todos em campo (digo os 11 titulares) seria dificil tirar o titulo do palestra. Mas... um time não são so 11 né?! Não adianta chorar agora, o negocio é rezar pro santo andré sapecar o Inter e o grêmio empatar com o fla. E que o Botafogo volte pra segunda, no domingo. =P Obs: caso não lembrem sou palmeirense azul, então relevem os comentarios pessoais!
Tharton Manetti Escrito por Tharton Manetti às 18h58
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Salut ! Isso mesmo meus amigos... apos muito tempo sem um post meu aqui, vi que o blog não esta tão movimetado assim, então vou dar minha contribuição. Para quem não sabe, estou passando essa ano na França e é por isso que vocês vão notar a ausencia de muitos acentos nas palavras: é que meu PC tem teclado francês e não EXISTE todos os acentos! Bom, mas uma vez aqui, vou relatar um caso no minino muito estranho, tipico do futebol. O time da cidade que moro, o Grenoble, esta na primeira divisão e vinha com uma bélissima campanha de 1 vitoria e 11 derrotas no campeonato. Sim, 11 DERROTAS! A rodada seguinte o colocava de frente ao "poderoso" Lyon, e como o jogo era aqui, fui assistir. Imaginem um jogo ruim. Agora imaginem um pior. E um do Ibis agora! Foi quase isso. Qualidade passou tão longe do estadio naquela noite que quase pedi meu dinheiro de volta. Mas no fim, o Lyon fez o milagre de conseguir empatar com time da casa e deixou de ser lider (obviamente em 0 à 0). Tendo mais causos como este deixarei meu testemunho. Abraço a todos! Tharton Manetti
Escrito por Tharton Manetti às 09h06
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Brasileirão Após 31ª rodada, sete equipes brigam diretamente pelo título do Brasileirão Palmeiras, Atlético-MG, Internacional, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro e Goiás prometem muitas emoções na reta final do campeonato
Por Pedro Bombonato
A 31ª rodada foi uma espécie de divisor de águas para esta reta final do Campeonato Brasileiro. O líder Palmeiras consolidou sua crise, perdendo para o Santo André por 2 a 0 na abertura da rodada, e dando mais uma brecha para os concorrentes ao título encostarem. E desta vez, eles não decepcionaram. Daqui para frente, sete equipes brigarão diretamente pelo campeonato. No sábado, o Atlético-MG bateu o Vitória no Mineirão por 1 a 0, com um gol do artilheiro Diego Tardelli em uma partida bastante apertada. Assim, o Galo chegou aos 53 pontos, apenas um atrás do Palmeiras. O time de Celso Roth leva a vantagem de ter mais confrontos diretos que as demais equipes que ainda brigam pelo título, nesta reta final. A equipe mineira ainda terá pela frente o Goiás (fora), o Flamengo (casa), o Internacional (casa) e o Palmeiras (fora). No domingo, pelo complemento da rodada, mais resultados desastrosos para a equipe de Muricy Ramalho. O São Paulo derrotou o Santos em um clássico bastante movimentado na Vila Belmiro. A vitória por 4 a 3, manteve a equipe do Morumbi na quarta colocação com 52 pontos. Amanhã, o Tricolor tem a primeira prova de fogo destes sete jogos restantes: o Internacional no Morumbi. A equipe de Ricardo Gomes ainda enfrenta o Goiás, outro concorrente direto ao título, fora de casa na penúltima rodada. O Inter, próximo adversário do São Paulo, venceu o Gre-Nal de domingo e se manteve firme na terceira colocação, também com 52 pontos. Além do time paulista, a equipe treinada por Mário Sérgio ainda enfrentará o Atlético-MG, outro concorrente, na 36ª rodada. Invicto a 10 rodadas, o Flamengo entrou na briga pelo título depois de uma bela arrancada no segundo turno. O time da Gávea, que ocupa a quinta colocação com 51 pontos, ainda tem dois confrontos diretos: Atlético-MG fora, Goiás em casa. O Cruzeiro (sexto colocado, com 48 pontos) é o dono da melhor campanha do returno da competição e tem boas chances de brigar pelo bicampeonato. A grande desvantagem da Raposa é não ter mais pela frente nenhum adversário direto na briga pelo título. Em sétimo, com 47 pontos, aparece o último time com boas condições de brigar pelo campeonato nestas últimas rodadas. O Goiás, apesar da campanha irregular dentro de casa, ainda enfrenta quatro, dos seis times que estão à sua frente (Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e São Paulo), e pode surpreender nesta reta final. Na parte de baixo da tabela, Sport (penúltimo, com 29 pontos) e Fluminense (lanterna, com 27) estão praticamente rebaixados, pois teriam de obter, no mínimo, mais de 80% dos pontos que ainda restam para escaparem da degola. Assim, restariam duas vagas disputadas por três equipes: Santo André, Náutico e Botafogo, com 32 pontos. De acordo com o que aconteceu nas últimas edições do Brasileirão, 46 pontos pode ser considerada uma boa pontuação para se escapar do rebaixamento. Portanto, calculadora na mão, e muita torcida nesta reta final.
Confira os últimos compromissos dos candidatos ao título:
Palmeiras: 29/10 – Goiás (Palestra Itália) 01/11 – Corinthians (Pres. Prudente) 08/11 – Fluminense (Maracanã) 11/11 – Sport (Ilha do Retiro) 22/11 – Grêmio (Olímpico) 29/11 – Atlético-MG (Palestra Itália) 06/12 – Botafogo (Engenhão)
Atlético-MG: 29/10 – Fluminense (Maracanã) 01/11 – Goiás (Serra Dourada) 08/11 – Flamengo (Mineirão) 11/11 – Coritiba (Couto Pereira) 22/11 – Internacional (Mineirão) 29/11 – Palmeiras (Palestra Itália) 06/12 – Corinthians (Mineirão)
Internacional: 28/10 – São Paulo (Morumbi) 01/11 – Botafogo (Beira Rio) 08/11 – Barueri (Arena Barueri) 15/11 – Santos (Beira Rio) 22/11 – Atlético-MG (Mineirão) 29/11 – Sport (Ilha do Retiro) 06/12 – Santo André (Beira Rio)
São Paulo: 28/10 – Internacional (Morumbi) 31/10 – Barueri (Morumbi) 04/11 – Grêmio (Olímpico) 14/11 – Vitória (Morumbi) 22/11 – Botafogo (Engenhão) 29/11 – Goiás (Serra Dourada) 06/12 – Sport (Ilha do Retiro)
Flamengo: 28/10 – Barueri (Arena Barueri) 31/10 – Santos (Maracanã) 08/11 – Atlético-MG (Mineirão) 15/11 – Náutico (Aflitos) 22/11 – Goiás (Maracanã) 29/11 – Corinthians (Pacaembu) 06/12 – Grêmio (Maracanã)
Cruzeiro: 28/10 – Santo André (Mineirão) 01/11 – Fluminense (Mineirão) 08/11 – Sport (Ilha do Retiro) 14/11 – Grêmio (Mineirão) 22/11 – Atlético-PR (Arena da Baixada) 29/11 – Coritiba (Mineirão) 06/12 – Santos (Vila Belmiro)
Goiás: 29/10 – Palmeiras (Palestra Itália) 01/11 – Atlético-MG (Serra Dourada) 07/11 – Atlético-PR (Arena da Baixada) 15/11 – Santo André (Serra Dourada) 22/11 – Flamengo (Maracanã) 29/11 – São Paulo (Serra Dourada) 06/12 – Vitória (Barradão) Matéria publicada no jornal A FOLHA, de São Carlos Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 17h10
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Silvio Santos e Ronaldo Deem uma olhada que vale a pena. Acho que vai ao ar no domingo (18).
http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2009-10-04_2009-10-10.html#2009_10-08_13_51_08-10305746-0
Abraços, e desculpem pela minha pouca frequência neste espaço Pedro Guilherme Bombonato Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 15h44
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Discurso Lulístico para a candidatura do Rio para as Olimíadas 2016 <object width="457" height="368"><param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=342985&start_loading=false&start_paused=true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed width="457" height="368" allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=342985&start_loading=false&start_paused=true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object><object width="457" height="368"><param name="movie" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=342985&start_loading=false&start_paused=true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed width="457" height="368" allowfullscreen="true" wmode="transparent" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=342985&start_loading=false&start_paused=true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed></object> Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 12h25
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Matéria especial A FOLHA - 01/10/2009 Champions League Na segunda rodada da Copa dos Campeões da Europa, muitos gols, grandes jogos, gigantes europeus se digladiando por 3 valiosos pontos, gols bonitos e ótimas atuações dos grandes craques. Na terça-feira, o Barcelona favoritíssimo venceu o Dinamo de Kiev, que conta até com um bom time. Porém, uma zaga tão fraca e instável como aquela, não pode pretender muita coisa, mesmo com Shevchenko no ataque. Gerson Magrão jogou bem, mas falhou no lance capital do primeiro gol do Barcelona. Cometeu o erro mais grave que se pode cometer enfrentando o Barça: deixou Messi livre por poucos segundo. Foi suficiente, Iniesta enfiou uma bola milimetricamente perfeita para o argentino que só caminhou para área e fuzilou o goleiro Shovkovskiy. No segundo gol, Messi carregou um pouco mais a bola, atravessou a intermediária do Dìnamo e pediu a Ibrahimovic que lançasse Pedro. Com um passe forte e preciso, Ibra deixou Pedro em ótimas condições. O garoto encontrou espaço e chutou de esquerda no canto do goleiro. Dois golaços e uma vitória tranquila e óbvia do melhor time do mundo. Só para justificar o título vale conferir um número do jogo: 74% de posso de bola. É de cair o queixo. Também pelo grupo F, a Inter apenas empatou com o Rubin Kazan com um gol de cabeça do salvador Stankovic e um drible desconcertante de González em Lúcio seguido de um tirambaço que afundou Júlio César. Dois gols bonitos de um jogo parelho. No grupo E, o Lyon goleou o Debreceni com um golaço de falta e duas assistências de Pjanic e um golaço de Gomis encerrando os 4 a 0 do supercampeão francês. No mesmo grupo E, a Fiorentina conquistou sua primeira vitória derrotando o Liverpool em Florença por 2 a 0 com dos gols do montenegrino Jovetic ficando em segundo lugar no grupo atrás do Lyon com duas vitórias. Na Escócia o Sevilla goleou os Rangers por 4 a q em uma partida magnífica de Luís Fabiano que marcou um e deu dois gols de presente para Adriano e Kanouté, liderando assim o grupo G com duas vitórias seguido do Stuttgart com dois pontos depois de empatar com o Unirea na Romênia. Pelo grupo H, o Arsenal venceu o Olympiakos de Zico por 2 a 0 com um golaço do russo Arshavin. Na quarta-feira, as atenções foram todas voltadas para os galáticos que justificaram o gasto absurdo na contratação dos últimos dois melhores do mundo. Cristiano Ronaldo anotou dois, empatou com Grafite na artilharia da copa e sofreu o pênalti que o outro galático Kaká converteu. O terceiro gol foi resultado de uma magistral triangulação entre Benzema, Kaká e C. Ronaldo. Assim, o Real lidera o grupo C com seis pontos isoladamente, devido à derrota em casa do Milan frente ao Zurich, que deixou a situação de Leonardo ainda mais complicada. Pelos grupo A, o Bayern de Munique empatou em casa com a Juve e embolou o grupo empatando na pontuação com o Bordeaux, que, por sua vez também empatou e igualou os 4 pontos, enquanto que, no grupo B, o jogaço entre Manchester United e Wolfsburg terminou com vitória de virada do time inglês sobre o time de Grafite e Josué. O Machester lidera o grupo com 6 pontos seguido de Wolfsburg com 3 e o CSKA também com 3 após a vitória em casa sobre o Besiktas com dois golaços. Agora sim, jogaços! Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 12h25
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Coluna De Letra! no jornal A Folha - 27/09/2009 Semana boa pero no mucho Uma semana para esquecer na Fórmula 1. Escândalos, punições, pouca gente punida. Mas pelo menos a corda não arrebentou do lado mais fraco. Briatore, o ex-homem forte da Renault e da Ferrari nos tempos em que Barrichello parava logo antes da linha de chegada para Schumacher ser campeão dessa vez rodou. Mandou Nelsinho rodar e rodou junto com ele. Agora o pupilo do grande piloto de ego inflado terá poucas chances de dar continuidade ao legado que seu pai construiu junto com Airton Senna nos anos 80 e 90. Desde Fittipaldi, a Fórmula 1 é um atrativo de fim de semana que conquistou seu lotezinho no coração do brasileiro. Hoje, Barrichello, Massa (só em novembro) e Nelsinho (agora não mais) representam nosso país na categoria mais glamourosa do automobilismo. Não necessariamente mais emocionante do que a Stock Car, a Fórmula 1 desperta a nossa torcida e o nosso carinho. Nelsinho fará falta. Briatore, acho que não. Depois de tudo o que fez com nossos pilotos, não merece um destino melhor. Que vá para longe do esporte. O que Briatore fez é antidesportivo, antiético e antitético. Nada justifica enganar o público espectador e os torcedores de qualquer esporte. Não vale de tudo para vencer. Que fique de lição para a Fórmula 1 e, para estender, à nossa equipe de atletismo. Como se não bastasse já sermos uma vergonha na modalidade, ainda somos muito mal representados. Um país com extensões continentais como o nosso não deveria ficar atrás de ilhas como Cuba e Jamaica ou outros países menores. Não faz sentido sermos tantos e nenhum ao mesmo tempo. Isso é falta de investimento no esporte. Tantos problemas sociais, tanta desigualdade e o esporte não funciona como alternativa para ninguém, pois não há quem leve o esporte a sério nos nossos legislativos. Só vale gastar dinheiro com candidaturas para Panamericanos, Copas e Olimpíadas. Por mais que esses eventos tragam, de fato, avanços estruturais às cidades, não há o que se fazer com o legado esportivo dos tais grandes eventos. Não há atletas, não há treinadores e não há estrutura organizacional para que possamos, talvez, um dia, dizer aos nossos filhos para que sigam os sonhos deles de se tornar atletas. Hoje eu não diria isso e, acredito, que quase ninguém diga. Não há carreira menos estável e mais arriscada do que a de atleta nesse país. Os poucos que oferecem oportunidade e dão a estrutura para formar e treinar atletas, colocam pessoas irresponsáveis no comando. A cada dia aparece mais um caso de dopping no nosso atletismo. Até a são-carlense Maurreen Maggi corre o risco de ser punida por erros de incompetentes que gerenciam o esporte no nosso país. Tantos talentos mal gerenciados. É inconcebível pensar que não pode haver atletas de verdade e com talento num país tão rico em miscigenação e determinação. Um mínimo de seriedade já ajudaria e muito o esporte no nosso país. Alguns poucos que têm a oportunidade de seguir uma carreira como atleta acabam se utilizando do dopping. Talvez pelo mesmo ceticismo que encontramos em relação à toda gerência esportiva do país. Que Briatore vá para nunca mais voltar ao esporte. De homens inescrupulosos que querem vencer a todo custo o esporte já está cheio. Que não seja em vão essa punição. Sem falar no Mosley. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 12h47
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Coluna do jornal A Folha - 20/09/2009 O Campeonato mais disputado do mundo Eu posso até não conhecer todos os campeonatos do mundo. Eu, aliás, não conheço. Não conheco nem um terço. Mas, mesmo assim, consigo garantir a todos vocês. Todos mesmo: Não existe uma liga mais emocionante do que a nossa. Nós não lotamos estádios de 60 mil lugares em todas as rodadas, cobramos caro para o nosso povo ir ao estádio e barato em relação ao preço dos euros, temos um campeonato dito brasileiro há apenas 38 anos, disputado por pontos corridos há 7 e um maior campeão, que é o São Paulo com, seis títulos, seguido por Flamengo com 5 (ou 4 e meio, como dizem alguns), depois por Corinthians, Palmeiras e Vasco com quatro títulos cada um, Inter com três e Santos e Grêmio com dois. Entre os times com “apenas” um título brasileiro estão Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Fluminense, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Sport (ou só meio, como os outros dizem), Bahia e Guarani. Para um campeonato de 38 anos ter 18 campeões, pode-se dizer que construímos uma história recente tão rica e diversificada como a nossa? Nosso campeonato pode não ser o mais tradicional, mas é, certamente o único que pode ter no ano que vem uma primeira divisão com 18 campeões. O que, de fato não deve acontecer. O Flu não deve ficar na primeira divisão, o Botafogo talvez não fique também. Atlético Paranaense e Coritiba também correm o risco, junto com o Sport que tem chances reais de cair, mas que pode surpreender também e ficar na elite do nosso futebol. Já dos que sobem essa escadaria do calvário na série B, Vasco e Guarani devem subir (junto com Portuguesa e Atlético Goianiense, ao contrário da vontade de alguns da crítica), mas o Bahia não. A maior torcida da Bahia, o time mais popular do nordeste. Único campeão sem asteriscos do Nordeste, time de maior público no ano de 2008 disputando a série C, não deve conseguir o tão sonhado e desejado por todos nós acesso. Parece que só os torcedores do Vitória não torcem pela recuperação do Tricolor. Suponho até que uma boa quantidade de rubro-negros torça pela volta do Bahia à elite. É um clube com carisma e uma torcida contagiante. Infelizmente não deve subir para 2010, mas torcemos para que o mais breve possícel possamos ter os 18 campeões na série A. Por mais glamour que a Copa dos Campeões da Europa tenha, por mais disputada a ferro e fogo que seja a Libertadores, por mais que a Europa tenha os melhores jogadores, nós temos o nosso Brasileirão que muda de formato, muda de data, inverte turnos, confunde a nossa cabeça, é, certamente, o campeonato mais interessante e emocionante do mundo. Ter 18 campeões espalhados em duas divisões, como é hoje ou como foi ano passado em que tínhamos os 18 campeões espalhados por três divisões, não é para qualquer um. Talvez só o campeonato inglês tenha isso, mas em mais de cem anos. Nós temos em 38. Esse ano, acredito que só conheceremos o campeão na última rodada e com mais times disputando. Palmeiras, São Paulo, Internacional e Grêmio devem disputar ponto a ponto a liderança do torneio até o fim. Por fora ainda correm Corinthians, Goiás e Atlético Mineiro. Sete times, seis campeões, 18 títulos brasileiros disputando mais um campeonato brasileiro. E não dá para imaginar o que vai acontecer. Ótimo! Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 12h45
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Matéria especial "Champions League" - de 17/09/2009 A Champions League e seu balcão de apostas Começou nesta terça-feira (15) o campeonato mais glamouroso do futebol mundial. São melhores times do mundo disputando o melhor torneio do mundo. Todos conhecemos a tabela, o formato, o sorteio é feito com todas as vagas preenchidas e não há “poréns” em sua organização. Questionável somente o sorteio ter colocado Inter de Milão e Barcelona no mesmo grupo com Dínamo de Kiev e Rubin Kazan. Ou mesmo Milan, Real Madrid e Olympique de Marselha para disputar 2 vagas apenas. E ao mesmo tempo um grupo com Sevilla, Rangers, Stuttgart e Unirea da Romênia. Lá na Europa as coisas acontecem sem muita explicação para nós e até parece um pouco errado. Mas é culpa do nosso “jeitinho brasileiro” que nos impede de aceitar o que é justo. Sorteio pode não ser a melhor escolha, mas é a mais justa. E justiça é sempre bom para quem organiza não ser contestado. Lá eles tratam o futebol com mais seriedade e conseguem um retorno muito maior. E aqui nossos times capengam e vivem no vermelho sem estrutura alguma. Os times que participam da Copa dos Campeões da Europa, investem e ganham muito dinheiro, pois disputam uma copa que significa nada mais nada menos do que o torneio mais importante do mundo disputado entre clubes. Tão importante que é muito mais valorizado do que o famoso Mundial Interclubes da Fifa que era disputado no Japão já há mais de 30 anos e que agora foi “deslocado” para Dubai. Por quê? Lá eles pagam mais e melhor. As disputas entre os melhores do mundo começaram anteontem, na Copa dos Campeões. O Milan que venceu o Olympique de Marselha fora de casa pelo grupo C. Grupo do galático Real Madrid, com 2 tentos de Pippo Inzaghi (68 gols na história da Copa) sem futebol de Ronaldinho, já o Real Madrid venceu o Zurich fora por 5 a 2 com dois gols de Cristiano Ronaldo e cinco frangos do goleirão. ; a Juventus, pelo grupo A, empatou com o Bordeaux em casa por 1 a 1, já o Bayern, venceu por esmagadores e incontestáveis 3 tentos a 0 o Macabi Haifa de Israel com dois gols do jovem Müller. Chelsea e Manchester Utd venceram por 1 a 0. O primeiro em casa pelo grupo D e o segundo fora pelo grupo B do Wolfsburg de Grafitte, que marcou 3 na vitória do por 3 a 1 sobre o CSKA, ex-time de Zico que. Por sua vez, assumirá o Olimpiakus, que venceu ontem o AZ Alkmaar da Holanda por 1 a 0 com O Galinho assistindo “in loco”. Pelo mesmo grupo H, o Arsenal virou pra cima do Standard Liége na Bélgica mesmo com muitos desfalques. Os Gunners perdiam por 2 a 0 e viraram para 3 a 2 com um gol salvador de Eduardo da Silva. No gupo G, Luís Fabiano brilhou ao lado de Renato e o Sevilla venceu o Unirea da Romênia por 2 a 0. Rangers e Stuttgart ficaram no 1 a 1. Já no jogo mais esperado da primeira rodada, Inter e Barcelona não jogaram nada e não fizeram nada pelo placar nem pelos espectadores amantes de futebol. 0 a 0 com cara de 0 a 0. Pelo outro jogo, o Dínamo de Kiev virou pra cima do Rubin Kazan com um gol de Gérson Magrão e o time de Schevchenko é líder do grupo F. Bom, fica a esperança por jogos mais emocionantes nas próximas rodadas, pois nessa fase de grupos, os grandes confiam demais na classificação e não apresentam o melhor futebol que temos certeza que veremos nas próximas fases do torneio. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h31
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Coluna De Letra! - A Folha 13/09/2009 Uma Copa do Mundo sem os melhores do Mundo Já imaginou se a Copa de 70 não contasse com seleções como a Inglaterra e a Alemanha? Grandes esquadrões, com jogadores consagrados e mais importantes do momento? Não dá pra falar que pode acontecer na Copa de 2010, até pela falta de grandes esquadrões. Os poucos que temos já estão classificados: Brasil, Inglaterra e Espanha. Porém, os 3 melhores jogadores da última temporada europeia e os 3 mais candidatos ao prêmio da FIFA no final desse ano, estão perto de não participar da maior e mais importante festa do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Messi e Ibrahimovic. A situação do gajo é mais delicada até. Portugal não depende mais de si somente. Precisa vencer todas, contar com tropeços de Suécia e Dinamarca para se qualificar à repescagem europeia. E para isso, tem de vencer pela segunda vez a rival direta Hungria. Liedson chegou tarde na seleção lusitana, poderia ter ajudado mais se chegasse antes. Mas o time de Portugal é um time muito fraco. Tem 2 laterais limitados, um técnico que escala o zagueiro titular do Real Madrid como volante (sem fazer o terceiro zagueiro), um meio de campo embriagado e bons atacantes individualistas. Assim não dá pra chamar de “esquadrão”, não é? Nem o melhor do mundo consegue jogar assim. Já a Suécia, rival de Portugal nas eliminatórias tem uma situação um pouco mais favorável. Mais próxima da segunda vaga conta com as vitórias de Portugal sobre a Hungria para ultrapassar a finada seleção que já teve Puskas, Kocsis, Hidegkuti e Toth, mas hoje tem como astro o meia Gera, reserva do Fulham. Assim, as possibilidades de Ibrahimovic ir à África do Sul jogar uma bola e fazer um turismo já é algo mais palpável. Mas, com um vice-campeonato jogando em casa em 58, a Suécia não representa uma perda tão significativa para o charme da Copa do ano que vem. Tem bons jogadores, um bom goleiro, bons zagueiros, um meio campo rápido e de bom toque de bola e conta com o melhor 9 do mundo: Ibracadabra! Mas que não faz verão. Os suecos tem um grupo fechado já desde a Alemanha, o que dá mais cara de time à seleção sueca, mas mesmo assim, pode não ir. Já os nossos vizinhos, hermanos e principais rivais da Argentina podem não levar seus bibelôs Messi, Aguero e Tevez. Isso porque colocaram de forma, certamente, impensada o ex-astro e ex-usuário de drogas Maradona para comandar um time. Dom Diego nunca foi de treinar, nunca aceitou críticas dentro de campo, nunca obedeceu determinações táticas de seus técnicos e sempre foi gênio com a bola nos pés. Ruim da cabeça e gênio nos pés, El Diez, jamais seria um bom técnico para a Argentina. Talvez para dar uma nova vida longe das drogas, a AFA fez essa caridade com seu maior ídolo, por acreditarem, provavelmente que a Argentina tem um time suficientemente bom para chegar à África mesmo sem técnico. Mancuso arma o time, Maradona desarma. Convoca Sebá e Schiavi e esquece Samuel, Díaz, Garay, Demichelis. Deixa Crespo de fora, Milito no banco, ignora Cambiasso e Palácio. É triste ver a Argentina assim, seria um timaço se tivesse um técnico, mas só tem ídolos. Ídolos só montam um time se formarem um time. Quem poderia arrumar a casa seria Riquelme, mas Maradona não o quer mais. Então tudo bem. Fazer o quê... Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h29
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Coluna De Letra! - A Folha 05/09/2009 O futebol e seus nomes Para os que acham engraçados os nomes de antigamente como Mengálvio, César Maluco, Amarildo, Zózimo, Oreco, Dadá Maravilha e Zenon, Tupãzinho, Garrincha e Biro biro, há somente uma explicação para isso: Cultura. Nosso tempo é outro. Nós nos acostumamos com outros apelidos e nomes mais sérios. O futebol sempre foi um grande veículo de criação de apelidos, gerando apelidos para seu próprio mundo e para a sociedade como um todo. Quantos Edsons nasceram nas décadas de 60 e 70? Para a geração de 80 aqui no Brasil, há inclusive um exemplo claro na Itália de que Maradona fez mais do que história, nomeou muitos garotos em 80. Diego é um exemplo de muitos outros que nasceram no auge do nosso mais ilustre hermano. O futebol de Maradona batizou inúmeros Diegos no Brasil e no mundo. Faça o exercício, confira nos plantéis dos times brasileiros. Há quase sempre um Diego, nascido entre 1984 e 1990. Diego Souza, Diego Tardelli, Diego Lugano, Dhiego Coelho, Diego Ribas (o da Juventus) entre muitos outros. Culpa do Dom Diego. Outro que nomeou muitos garotos na década de 80 foi o nosso genial Artur Coimbra, vulgo Zico. Mas Zico não há nenhum em nosso futebol atual. Nosso tempo é dominado por nomes iniciados com W: Washington, Wellington, Willian, Willians, Williamis, Weldon, etc. O que gerou esses nomes não se sabe. Mas é um fato. Há muito mais Willians do que Zés ou Joões. Zózimo pode ser um nome estranho. Zenon é bastante incomum. César foi o último que agregou um apelido como Maluco em seu nome. Mas imagine daqui a 20 anos, as pessoas estranhando os nossos inúmeros Willians e Washingtons. Será? Investigar esse futuro seria em vão. Mais ainda seria tentar prever o se serão inspiração para nomes de jogadores do futuro. Isso será respondido (ou não) pelos boleiros de amanhã. Assim como os apelidos de antes foram substituídos por nomes duplos, os nossos jogadores de hoje podem inspirar muitos Willians e Washingtons no futuro. Porém, mesmo os de nomes mais conservadores ou estranhos, não trocam seus nomes por apelidos. Usam nome e sobrenome, como os Diegos, os Brunos, e os Wellingtons. Dentinho tentou ser Bruno Bonfim, mas acabou ficando com o Dentinho e hoje faz dupla com o Dentão. “É marketing!”, diz ele sempre. O sobrenome pode diferenciar, mas nada diferencia mais do que um Zózimo, um Garrincha. Alguém sabe de bate pronto o nome do Garrincha? E isso não é marketing também? Pois é. E deixa o futebol muito mais divertido. Poucos são os que ainda tentam usar apelidos. Léo Gago, Rodrigo Mancha, Eli Sabiá são poucos exemplos de nomes que contrastam com os Madsons, Willians, Dagobertos e Wellingtons. Há os que usam também seu adjetivo pátrio estadual como sobrenome. Wellington Paulista, Juninho Pernambucano e os que colocam somente o nome do estado, como Pará do Santos, Marcelinho e Carlinhos Paraíba do Coxa. O futebol é um formador de nomes e apelidos. Um pouco mais de criatividade não faz mal a ninguém. Apelidos dão a graça ao futebol. Por que Paulo Henrique tem que ser Lima e não Ganso, como ele mesmo disse preferir? Vamos nos apelidar mais. Seriedade tem de ser dentro de campo. Fora dele, a graça é a piada e a discussão. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 10h25
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Ideologia capitalista, discursos do e sobre o futebol e Dunga Leiam, vale a pena: http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao09/signos_do_esporte.php Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 11h26
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Brasileirão
Corinthians vence o Santos de virada no Pacaembu Com gol no finzinho do jogo, Chicão garante a festa corintiana
Um dia depois de completar 99 anos de existência, o Corinthians deu um belo presente à sua torcida na noite de ontem. A vitória por 2 a 1 contra o Santos foi do jeito que a fiel gosta: com sofrimento e virada no fim da partida. O jogo começou bastante truncado com poucas oportunidades para ambas as equipes. Os únicos lances de perigo vinham de chutes de fora da área. No segundo tempo os times voltaram mais ligados e o jogo começou a ter a emoção que se espera dos grandes clássicos. Logo aos seis minutos, após boa cobrança de falta de George Lucas, a bola desviou em Eli Sabiá, no peito de Chicão e o Santos abriu o placar no Pacaembu. Aos 34 minutos, o atacante Bill – que havia entrado no lugar de Souza – aproveitou um rebote do ataque e marcou seu primeiro gol com a camisa do Corinthians, empatando o jogo para o Timão. O gol inflamou o time corintiano que partiu para cima em busca da virada. E ela veio aos 43 minutos com um gol de cabeça de Chicão, que fez a torcida explodir nas arquibancadas, festejando a virada e o aniversário do time. Com a vitória, o Corinthians chegou a 36 pontos e subiu para a quinta colocação no campeonato. O Santos ficou em décimo, com 32 pontos. Os outros jogos da 23ª rodada acontecem neste final de semana. O Peixe volta a jogar no dia 13, contra o Santo André na Vila Belmiro. Já o Corinthians só entra em campo no dia 16, contra o Coritiba no Paraná.
Outros Resultados do ontem
Internacional 3 x 0 Atlético-MG (jogo atrasado do BR-09) Atlético-PR 0 x 0 Botafogo (Copa Sul-americana)
Publicado no jornal A FOLHA Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 09h41
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Texto da coluna De Letra! - Caderno de esportes A Folha - 30-08-2009 Bonita camisa, Fernandinho. Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 11h25
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Texto da coluna De Letra! - Caderno de esportes A Folha - 23-08-2009 Ah... O domingo! Escrito por Teixeira Filho, o Mário às 15h37
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Brasileirão Palmeiras tem jogo seis pontos hoje no Palestra Sem vencer há quatro rodadas, Verdão encara o Inter em casa
A rodada desse final de semana promete ser quente na parte de cima da tabela; principalmente pelos tropeços de quatro dos cinco primeiros times na última rodada. O Palmeiras viajou ao sul com uma boa vantagem na liderança do campeonato e voltou de lá com uma derrota que quase lhe custou a perda da liderança. O meio de semana só não foi pior para o Verdão, pois seus concorrentes, com exceção do São Paulo, também deslizaram e perderam a chance de encostarem ou tomarem o primeiro lugar do time de Muricy. O Inter perdeu em casa para o Corinthians, o Atlético-MG também deixou a vitória escapar, cedendo o empate no finalzinho ao Avaí. Já o Goiás, que poderia ultrapassar o Palmeiras no número de pontos, perdeu para o Náutico nos Aflitos. Hoje no Palestra Itália o Palmeiras tem a chance de se reabilitar e manter a liderança do campeonato, jogando contra um concorrente direto ao título; o Internacional, que tem dois jogos a menos que o Verdão, e caso vença, ficará em situação bastante confortável no topo da tabela. O time de Muricy não vence há quatro jogos, e caso tropece hoje à noite no Parque Antártica, provavelmente começará a sofrer com a pressão de sua exigente torcida. Sem falar que uma derrota pode derrubar o alviverde para a terceira colocação, caso São Paulo e Goiás vençam seus jogos. Além do desfalque do goleiro Marcos, o Palmeiras também não contará com Marcão, Maurício Ramos e Pierre suspensos. Em compensação, Muricy terá à disposição o meia Diego Souza e o lateral Wendel, que voltam de suspensão. Edmílson, que se recupera de lesão muscular, também pode retornar ao time.
Jogos da 21ª rodada Hoje 18h30 Santo André x Coritiba 18h30 Sport x Vitória 18h30 Palmeiras x Internacional Amanhã 16h Fluminense x Barueri 16h Atlético-PR x São Paulo 16h Corinthians x Botafogo 16h Grêmio x Atlético-MG 18h30 Avaí x Flamengo 18h30 Cruzeiro x Náutico 18h30 Goiás x Santos
Publicado no jornal A FOLHA Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 14h52
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Brasileirão Santos, São Paulo e Corinthians vencem pela 20ª rodada Palmeiras tropeça contra o Coritiba e pode perder a liderança O Santos venceu por 1 a 0 e conseguiu na Vila algo que não acontecia desde o dia 22 de julho: uma vitória em casa. E foi justamente contra um dos piores visitantes do campeonato, o Grêmio, que ainda não venceu fora de seus domínios na competição. Publicado no jornal A FOLHA Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 09h45
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Brasileirão Grandes de São Paulo jogam hoje pelo início do segundo turno Às 19h30 o Santos pega o Grêmio, às 21h50 é a vez de Palmeiras, Corinthians e São Paulo jogarem, contra Coritiba, Internacional e Fluminense
Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos estréiam hoje na segunda metade do Campeonato Brasileiro. A melhor situação nesse início de segundo turno é a do Palmeiras, atual líder do campeonato com 37 pontos. O Verdão viajou ao Paraná para enfrentar o Coritiba, que apesar da situação delicada na competição, conseguiu uma boa vitória sobre o Fluminense em pleno Maracanã na última rodada. O time comandado por Muricy Ramalho terá quatro desfalques para a partida: o goleiro Marcos, que sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo no jogo de sábado, Diego Souza e Wendel suspensos, e Edmílson machucado. Em compensação, o atacante Obina pode voltar ao time, caso esteja em boas condições físicas. Para ficar com o título simbólico do primeiro turno, o Palmeiras tem de torcer por um tropeço do Internacional contra o Corinthians. O time gaúcho tem dois jogos a menos que o líder da competição. Por falar no Corinthians, a partida de hoje contra o Colorado será uma reedição da final da Copa do Brasil. Os comandados de Mano Menezes terão de suportar a pressão da torcida e o clima de ‘revanchismo’ se quiser sair com um bom resultado do Beira Rio. Felipe, Edu e William, machucados, desfalcam o Timão, assim como Diego, suspenso, e Boquita, na seleção brasileira sub-20. O Corinthians ocupa a oitava colocação com 28 pontos. O São Paulo, na quarta colocação com 33 pontos, recebe o vice-lanterna Fluminense para tentar a sétima vitória consecutiva e talvez terminar a rodada na segunda colocação. A grande novidade do Tricolor paulista é a volta de Rogério Ceni, recuperado da lesão que o afastou do time por mais de quatro meses. As grandes baixas para a partida de hoje são as ausências dos zagueiros Miranda e Renato Silva, expulsos contra o Sport na última rodada. Na Vila Belmiro, o Santos, que anunciou ontem a contratação do experiente goleiro Sérgio, enfrenta o Grêmio para se aproximar da briga pela Libertadores. O time comandado por Vanderlei Luxemburgo está na 12ª posição com 25 pontos e um jogo a menos que o rival gaúcho, que ocupa a sétima posição com 28 pontos.
Publicado no jornal A FOLHA
Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 15h03
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Brasileirão Um balanço do que já foi e do que pode vir Pedro Guilherme Bombonato Apesar do fim do primeiro turno, ainda não conhecemos o seu campeão simbólico. Isso porque o Palmeiras viu o Botafogo tomar dois pontos seus em pleno Palestra Itália no sábado. Quem diria, o time carioca com inúmeros desfalques, jogando fora de casa, estreando técnico e com André Lima no ataque, surpreendeu o Verdão de Muricy, líder do campeonato. Publicado no jornal A FOLHA Escrito por Pedro Guilherme Bombonato às 09h15
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